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Você não esta gaguejando. –Sussurrei em um riso, ele que ainda agarrava minha
mão apertou-a levemente enquanto acaricia-me as costas da mesma com o polegar.
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Treinei muito. –Respondeu
Dia
seguinte
“Ela usa seu véu à noite
Sombras projetadas desconvidamAfeição desencorajadora
Olhos tristes
Olhos tristes
Você não pode disfarçar seus olhos tristes “
Deixei
minha caneta de lado na aula de sociologia, onde eu pela primeira vez não
prestava atenção na aula, e suspirei após escrever a ultima estrofe da minha
primeira musica, esperava canta-la amanhã, mas depois de perceber que eu fico
mais vulnerável com Wine dando as caras, resolvi que realmente eu não precisava
dela, eu precisa voltar a ser como uma Beladona, cheia de veneno, e precisava
esconder aquilo que tanto me matava aos poucos, eu me fodi pra chegar ao meu
topo, e não posso estragar tudo agora, não posso estragar. Eu criei essa imagem
para não ser vulnerável e agora é o que eu estou fazendo, sendo uma inútil
vulnerável, e agora, completamente sozinha, nessa solidão eminente e constante.
Na
saída da aula de sociologia eu caminhei até o onde ocorria a troca de cursos, e
eu resolvi finalmente sair do curso de literatura, e cursar engenharia. Eu
poderia até fracassar a carreira daquele novo professor, cheio de desejos
escondidos, cheio de histórias pra contar, sobre sua mulher que não lhe da o
devido prazer em casa, e eu poderia esquecer do fato de que eu não sou tão importante
para um pobretão do Brooklyn.
—
Margo. —Ouvi alguém gritar-me, rolei os olhos seguindo a voz, percebi que era
Ravena, ela corria em minha direção quase eufórica. Ravena tinha de me dar a
notícia de que teria uma festa, pois assim eu poderia beber e me esquecer de
que não sou definitivamente nada além de uma vadia sem personalidade, ou um
tanto hipócrita bipolar.
—
Por favor, me dê uma boa notícia.
—
É mais que boa Margo. —Ela sorriu instigada.
—
Diga logo então.
—
É hoje. —Ela quase gritou, logo vi que Gina também vinha correndo em nossa
direção tão animada quanto Ravena.
—
É hoje. — Gritou Gina
—
É hoje o que gente?
—
É HOJE, hoje é o começo da temporada de festas nas melhores mansões e iates da
cidade, hoje terá a primeira festa a temática é fantasia, sabe o que significa?
—As duas disseram quase em uníssono, meu lado margo não pode deixar de sorrir
maliciosamente.
—
Que temos que comprar as fantasias mais sexy de todas? —Sorri, elas assentiram
juntas outra vez, quase me deixando assustada.
E
lá estava a cura de todos os meus problemas de personalidade, bebidas, sexo, e
festa. Era tudo que eu precisava para esquecer meu lado Wine.
P.o.v Justin
— Aquela era a sua aluna?
—Alexandra perguntou franzindo a testa, eu não podia dizer a verdade, eu não
podia contar o que estava acontecendo, eu poderia até ser demitido por sair com
uma aluna. Talvez eu até pensasse que eu não queria me tornar um dos homens dos
quais eu sempre me senti enojado por não levar a profissão a sério e
simplesmente se deixar levar pelo charme de uma garotinha mimada. Talvez ela
realmente estivesse certa, era tudo uma questão de não querer ser visto como um
hipócrita na assembleia de professores.
— Sim, era... Estávamos falando
um pouco sobre o poema discutido em sala que ela não entendeu. —Menti, cocei a
garganta.
— Sabe... Sem querer me
intrometer na sua vida ou te acusar de nada, mas eu ouvi muito sobre essa aluna
pelos professores, e ouvi dizer que... Ela costuma dormir com muitos
professores.
— Eu preservo meu trabalho dona
Alexandra. —Grunhi tentando manter-me firme aquela mentira. — Nunca dormiria
com uma aluna
— Não estou te acusando de nada
seu Justin. —Ela abaixou os olhos brevemente em um suspiro.
— Eu preciso ir dona Alexandra.
Respirei
fundo ao me lembrar daquela noite, e de como eu havia caído no meu próprio
conceito, agora eu era o farsante, eu estava agindo errado. E queria que ela
soubesse disso, mas talvez o melhor seja o afastamento, talvez meu destino seja
a solidão, que é e sempre será acolhida por meus livros, pelas folhas gastas
rabiscadas por pessoas que realmente sabiam amar sem importar-se em agir
errado. Eu realmente sou um tremendo covarde, Lisa estava certa quando disse
que só eu não estava pronto para o segundo passo, que só eu não estava pronto
para o casamento, pois eu tinha medo, medo de seguir um novo caminho que não
fosse qual eu estava acostumado, porque eu odeio mudanças, talvez seja até uma
fobia, fobia de mudar algo em meus conceitos e o que eu figuro certo.
Em
minha aula não vi Margo sentada na terceira fileira como sempre, olhando-me
atentamente, não a vi por dois dias, e temia que ela saísse de meu curso, mas
também, por um lado me sentia um bocado aliviado com aquela hipótese.
Na
saída das aulas eu pude vê-la, estava no gramado da escola, com a cabeça posta
no colo de um rapaz, que estava sentado lhe acariciando a face, ele sorria para
ela enquanto ela lhe contava algo, aquela cena fez-me lembrar quando ela
colocava a cabeça em meu colo para me ouvir ler, parecia tão serena quando eu
lia, parecia que ela conseguia a partir da minha leitura ver tudo que eu lhe
dizia. Minha expressão mudou quando o rapaz lhe tomou um beijo, respirei fundo
desviei o olhar rumando rapidamente até meu carro.
Margo
conseguia toda vez que brigássemos arranjar um novo alguém, ela conseguia que
eu a olhasse de forma totalmente diferente quando a via cantar, quando ela
estava na faculdade era como se ela criasse um novo “eu”, como se ela se
fantasiasse de outra pessoa e saísse por aí tentando ser alguém. Não tinha a
simplicidade e a melancolia contida de Wine, ela voltava a ser totalmente cheia
de truques e mesquinha.
—
Justin. —Ouvi aquele estranho sotaque me gritar quando cheguei em meu carro,
Alexandra corria em minha direção. — Esqueceu de me chamar hoje? —Ela sorriu
quando chegou a meu alcanço.
—
Desculpe Alexandra eu ando um bocado distraído. —Disse entrando no carro, ela
me acompanhou. — Acabei me esquecendo
—
Tudo bem. —Ela sorriu. Eu dei a partida, esperando que ela não fizesse nem uma
pergunta, eu só queria o silencio, só queria ir para casa e me esquecer que um
dia conheci o lado bom de Margo, e me concentrar naquilo que ela realmente
queria que os outros pensassem que ela era.
—
Então... Como foi as aulas hoje?
—
Calmas. —Respondi
—
Hum... Esta tudo bem?
— Sim esta, mesmo as aulas sendo calmas esses
alunos me cansam.—Concluí
— Eu entendo, sabe eu agradeço que tenha me
arranjado esse emprego, mas realmente o modo como eles tratam os funcionários,
é horrível.
— São só jovens mesquinhos,
não se importe tanto com eles, ainda não cresceram. — Disse um bocado distante
sem olha-la
—
Digo principalmente pela Margo, ela me destrata como se eu fosse menos do que
ela. —Questionou, eu suspirei.
—
Ela é apenas uma moça que não conhece a vida, por isso se prende a essa imagem
de que é rainha do mundo. —Resmunguei— Mas, no fundo ela é uma boa pessoa.
—
Fala como se a conhecesse bem. —Ela murmurou, eu engoli em seco quase me
praguejando por deixar escapar aquilo, cocei a garganta olhando de relance.
—
Eu conheço todos os meus alunos Alexandra, é meu trabalho
- Me desculpe, Justin, eu não
quis insinuar nada.
Margo P.O.V
Após dar uma chance a Travor,
que insistia por uma boa foda desde o colegial, eu finalmente terminei bem meu
dia, após deixa-lo no gramado eu pude perceber o professor de engenharia vir ao
meu encontro quando eu procurava por Gina e Ravena, um leve sorriso delicado
surgiu em seus lábios. Em uma forma de tentar ser desastrada propositalmente,
eu me esbarrei nele então deixando sua papelada cair pelo corredor. Aquela
tática clichê era incrível, e sempre funcionava
— Que desastrada eu sou.
Desculpe senhor O’connor. —Abaixei-me para ajudar.
— Esta tudo bem Margo. —Ele
sorriu abaixando-se também
— Eu não queria ter te
atrapalhado, deve ter desorganizado tudo. —Murmurei, ele levantou os olhos em
minha direção.— Espere, como sabe meu
nome? Eu ainda não sou sua aluna.
Indaguei fingindo-me de
desentendida, ele não disse nada até que tivesse posto tudo de volta na pasta.
Levantou-se ainda em silêncio eminente, seu olhar era frio, mas havia um
mesclar intenção de puro desejo reprimido naquele olhar, naqueles olhos
esverdeados.
— Não sou seu professor, como
também sabe meu nome? A pergunta, minha doce Margo, é porque sabemos nossos
nomes. —Fora o que ele sussurrou antes passar por mim, com aquela colônia de
cretino, com aquele ar de fodedor. Porra, por que eu não encontrei esse maldito
professor a dois meses?


"Ar de fodedor" kkkkkkk morta !!! Continua, amo demais essa fic!!! *-*
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