Você não tem heroína, então usa Algafan. Viciou os seus primos, talvez sua irmã, mas aqui não tem Village, rua 42 me diz pra onde é que é que você vai depois.
Por que você deixou suas veias fecharem? Não tem mais lugar pras agulhas entrarem, você não conversa, não quer mais falar só tem as agulhas pra lhe ajudar. Cade o bronze no corpo, o brilho nos olhos? O seu corpo tem marca de sangue e pus, você não sabe se é março ou fevereiro trancado o dia inteiro dentro do banheiro, cadê os seus planos, cadê as meninas? Você agora enche a cara e cai pelas esquinas. Eu quero seu bem, mas não vou lhe ajudar. Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar. Cadê a criança? Meu primo e amigo ? Se perdeu por aí, com seringas na mão... Oque fizeram com você?
P.O.V Narrador Onisciente
- Oi mãe -Era oque ele dizia pela primeira vez em dias para a mãe após um guloso abraço, ele não a abraçou de volta, não sabia como faze-lo, fora a primeira vez em semanas que recebia visitas no apartamento apertado, sujo, e fedido a mofo. Ele vestia um casaco preto, um dos poucos que lhe restara no armário, e calças aos farrapos, parecia impaciente com a presença da mãe, já não sabia como conviver com pessoas.
- Justin -ela choramingou enquanto observava o rosto pálido e sem brilho do filho, os olhos castanhos sem vida, os lábios rachados e secos, a postura destruída.- Volte pra casa, volte comigo
- Eu não pretendo voltar a lugar algum -Respondeu-a afastando-se.
- Por favor
- Não -ele gritou- Esse sou eu agora, você não percebe ? Esse sou eu, e esse eu não é seu filho, então não perca a merda do seu tempo vindo aqui e tentar me convencer a voltar
- Você é meu filho, e eu não posso te ver cair desse jeito e não fazer nada
- Você pode -ele esfregou as mãos impaciente, olhou para a janela meia quebrada, e sem persianas, fechou os olhos- Você não tem que vir aqui, ok ? -ele voltou a olhar para ela, que todas as vezes que o encontrava as lagrimas caiam inevitavelmente.- Você não precisa fingir que se importa, você não precisa tentar, pra que ? PORQUE VOCÊ QUER TENTAR PORRA?
- porque você é meu filho -gritou também, porém os lábios molhados tremiam, sentou-se no sofá velho, desgastado e abaixou a cabeça- E eu te amo
- Bacana, mas idaí ? Isso não vai me fazer arranjar dinheiro pra comprar mais Heroína, ou vai ? Me diz ? Onde é que você viu que isso da dinheiro, mãe ? Então, você não viu em lugar nem um, eu sei disso. Então vai la, volta pra sua vidinha com seu marido e faça um favor a você, nunca mais volte aqui.
* * *
- Hey -gritou o homem com a barba mal feita, com cabelos faltando na cabeça, a barriga encostando de mais ao balcão, e um pano sob o ombro para Justin, pobre homem, sem esperança no amanhã, pobre garoto, sem interesse no talvez , embebedando-se até cair, sem dinheiro pra pagar a bebida consumida.
- Você tem que pagar isso -gritou o gordo careca do outro lado do balcão- São trinta dólares
- Mesmo ? -perguntou ele sem interesse- Pensei que era amostra grátis -riu e coçou o pulso, sangue e pus havia ali, marcas de um homem fraco -pensou ele-
- É a segunda vez garoto, e eu não vou deixar passar como da ultima vez -Gritou o gordo, e Justin levantou-se do banco, e engoliu o até a ultima gota do uísque que estava no copo.
- Que se dane -soluçou, e o gordo com a barba mal feita enfurecido fez sinal para dois homens que estavam ali perto, em uma mesa, Justin olhou para trás, não se importou, fazia tempo que aquilo não o importava. Grandes de mais, fortes de mais, ambos tinham aparência de lutadores de rua, um soco de um deles desmontaria o magricela viciado, mas ele não se importava.
- Você vai pagar ou não amigo? -perguntou um deles, tinha a pele escura, a cabeça faltava-lhe cabelo, raspada completamente, os olhos escuros e enfurecidos.
- Amigo -Justin riu- Fala isso pra todos os caras que trassam sua mãe ? -Não faltava-lhe cinismo quando estava bêbado, e como eu havia dito um murro desmontaria o magricela viciado, e fora oque aconteceu, sem dar a mínima chance de Justin se quer pensar, com sua mente lenta de bêbado, o homem de pele escura e olhos fulminantes acertou-lhe um murro o fazendo cair de costas por cima das cadeiras. o puxou pela gola da camiseta branca manchada pelo sangue do nariz que brotava com facilidade.
- Que merda você disse ? -perguntou enraivecido
- Perguntei se você chama todo cara que trassa sua mãe de "ami... -E lá estava o bieber levando outra surra de bar, sendo jogado para fora do mesmo como um cachorro de rua, um vira-lata. Inconsciente, havia sangue por todo seu rosto sofrido. No sereno da noite, quase perto a rua onde se passava os carros, ninguém o ajudou, ninguém estava ali para ele, pudera, ele não gostava de ser ajudado, era um orgulhoso desprezível, e arrogante, afastava todos que ofereciam ajuda, até sua própria mãe. Oque fizeram com Justin? Fora o mundo ? Fora as pessoas que habitam nele ? Ou fora ele mesmo ? Ele era fraco, e o mundo o engoliu, já não havia um motivo para voltar a ser quem ele era. Começara a fazer frio, a garoar, como se o universo quisesse que ele acordasse e saísse daquela sarjeta. E a chuva fina não o fizera acordar. Estava tão bêbado que não conseguia abrir os olhos, ou se quer se mexer, apenas gemeu de dor e pensou "frio dos infernos " , e então pode ouvir um ranger de um carro parando com força e logo em seguida paços rápidos e longos, e uma voz feminina. Doce, diferente.
- Ai meu Deus -disse a menina- Héey -ela o chamou, pensara que ele talvez pudesse ouvi-la. - você esta béem ? -ela perguntou aproximando-se mais, com cautela. Era nova na cidade, tinha um sotaque estranho aos ouvidos dele, ela era da Romênia, Não fazia nem um ano que mudara-se para a movimentada Nova York, para terminar sua faculdade de letras. Tinha grandes interesses por tudo que tinha a ver com livros, vestida de um suéter preto, e com o cabelo preso, com as bochechas rosadas de frio ela voltava para o pequeno apartamento quando deu-se com o bêbado jogado ao chão.
- Deus, éeu vou ligar pra ambulância acho que você precisa de ajuda .
- Não -ele gemeu com tamanha dificuldade de faze-lo, mal conseguia abrir os olhos, a moça ingenua, se aproximou, não via uma coisa dessas na Romênia, mal sabia ela que nova York era a cidade colecionadora de pessoas como Justin, cretinas, sem amor a vida, sem um propósito, sem esperança, Nova York colecionava a dor.
- Vocée esta béem ? -A moça perguntou mais uma vez
- Eu... Eu..
* * *
O sol das nove batia contra as persianas meio rosadas do quarto da menina de sotaque estranho, uma música leve tocava no pequeno rádio perto a cabeceira. Justin abriu os olhos, não reconhecera o lugar, não reconhecera nada. Com dor no corpo levantou-se e sentou-se na pequena cama estreita de ferro, e pode ouvir vozes vinda de fora do quarto, levantou-se
- Como que você trás um bêbado pro nosso apartamento sem nem mesmo saber quem diabos é ele?
- Deus, éeu fiquei assustada, o pobrée homem estava com o rosto cobéerto de sangue e jogado a sarjeta.
- Que droga você tem na cabeça ? Ele pode ser um psicopata, um maluco. Você viu os braços dele ? Droga, Bethan
- Deésculpe, Amy, eu só queria ajuda-lo. -murmurou
- Você esta em Nova York , Bethan. Não seja tão ingenua -Falou Amy que dividia o apartamento com a doce moça de sotaque estranho.- Agora vai, mande esse cara ir embora
- Taá -murmurou ela e respirou fundo, voltou para o quarto e Justin que escutava atrás da porta assustou-se quando a menina a abriu. Ele coçou a garganta e olhou bem a moça a sua frente, baixinha, seios redondos e médios, cabelos negros e olhos cinzentos, era muito bonita ele pensou.
- Oque eu estou fazendo aqui ? -Ele perguntou, ela encolheu-se.
- Achei que precisava de ajuda, ou morreria no relento
- Bobagem -falou
- Não vai agradecer ?
- Pelo oque ? Não pedi que fizesse nada
- Mas ...
- Você deveria escutar mais essa garota ai, eu poderia ser um estuprador -Ele disse vestindo a camisa.- Ou talvez você tenha me estuprado, porque droga tirou minha camisa?
- Béem, é que eu.... ela estava méeio molhada
- Você fala estranho -falou e fungou, a menina ficara irritada, era assim que as pessoas daquela cidade eram ? arrogantes ? - Onde é a porta ?
- Eu te levo até ela, não quero que roube nada
- Se eu quisesse roubar eu roubaria um banco, não você
- Váamos -falou ela curta e grossa, ele olhava para todo o canto do apartamento, observando cada detalhe até que chegasse a porta. Era quase tão pequeno quanto o do próprio.
- Que lugar é esse? -Ele perguntara quando a menina estava prestes a fechar a porta
- Manhattan
- Será que você poderia me arranjar uma grana pro ônibus?
- Oquée ?
- Ok, tudo bem. Tchau
- Não, espere -a menina disse, tudo que ela conseguira sentir ao olhar nos olhos dele era compaixão e talvez pena, e ela se perguntara como ele havia chegado a aquela situação- Tóome, eu acho que tenho alguns trocados -ela disse enquanto lhe entregava vinte dólares que havia em seu bolço de trás da calça jeans justa.
- Salvou o dia de um viciado garota -ele sorriu com o canto direito dos lábios para ela, que sentiu levemente a bochechas esquentarem
- Ée Bethan
- Oque ?
- Méeu nome é Bethan
- Que seja, não espero encontra-la de novo pra lembrar seu nome
* * *
Espetava o braço arranjando um espaço para faze-lo, aquelas manchas no pulso o irritavam, embora era tudo que ele tinha, as agulhas, o prazer da heroína. O esquecimento dos problemas, e era por isso que trancava-se em casa, no sofá surrado, sozinho, ele ia para outro mundo, sem problemas, sem dores, sem julgamentos, sem responsabilidade, aquilo era tudo que restava-lhe. Jogou a cabeça para trás encostando-a no sofá, a que fim levou Justin Drew Bieber ? De garoto exemplar na escola, a um drogado miserável, de garoto com brilho nos olhos a um vazio escurecido nos olhos castanhos. Oque fizeram com ele ? Ele se perguntava oque ele mesmo fez consigo, não conseguia mudar, estava acomodado de mais para faze-lo. Fortes batidas na porta de madeira, ecoavam o fazendo despertar , jogou a siringa encima do sofá e levantou-se. Ao abrir dera de cara com seu primo, que não vira a muitos meses, James, James quase entrara na mesma vida fácil de Justin, porem ele tinha a quem o colocar para cima, tinha pelo que lutar, tinha um propósito que era seguir os passos do pai na carreira de direito, mas e Justin ? Não, ele não tinha quem o ajudar, não tinha um amigo de verdade para alerta-lo, não tinha um amor para salva-lo de si mesmo, ele não tinha nada, e se ele não tinha nada as agulhas eram o seu tudo
- Woh -disse James entrando na pequena casa de Justin- Você esta uma merda
- Ótimo não ? -Perguntou-o olhando suas vestes, ao contrário de Justin ele vestia um suéter fechado de linho, branco. Como um universitário de Harvard , cabelo arrumado com gel o suficiente para deixa-lo com a aparência de sempre estar molhado, pele corada, brilho nos olhos. James havia entrado para sua universidade tão sonhada.
- Ótimo? Eu estive conversando com sua mãe
- Bem, eu não me lembro de ter convidado-te para entrar
- Desde quando você faz isso ? -perguntou-o, Justin ainda segurava a maçaneta da porta, não gostava de falar com as pessoas, ou talvez .. Não sabia mais faze-lo.
- Você não entendeu, eu não deixei você entrar.. Da o fora
- Oque fizeram com você, Justin ? -James o perguntou, Porem Justin impaciente não o respondeu, fungou. e coçou o pulso, era uma mania não controlada.- Você andou brigando ?
- Brigando ? Brigando é quando você se defende, pra que eu vou me defender ?
- Talvez pra não deixarem quebrar sua cara
- Que porra você veio fazer aqui, hem ? Veio dizer o quanto eu estou fodido ? Que eu estou na merda ? Vai se foder, e se foi minha mãe que te mandou aqui mande ela ir se foder também , anda da o fora da minha casa
- Cara eu sou seu amigo lembra ? -James disse enquanto tirava um maço de cigarro do bolço, Justin olhou para o maço. James percebeu que o mesmo olhava.- Quer um?
- Não
- Ha vamos lá meu amigo. Aceite um, afinal cigarro é liberado -Ele sorriu e prendeu um em seu lábios, o acendeu, e jogou o maço para Justin. - Fique com esse, é seu
- Eu não quero -disse o jogando no sofá, e só então fechou a porta
- Eu sei que você quer.
- Que merda você veio fazer aqui ?
- Uma visita a um irmão
- Eu não sou seu irmão
- Claro que é, amanhã é minha festa de formatura
- E oque eu tenho a ver com isso?
- Quero que você vá -Ele soltou uma fina fumaça de seu cigarro e olhou pela janela meio quebrada, que dava de encontro a outro prédio de murou de tijolos. Porém Justin sentado ao sofá sempre olhava para aquela janela como se houvesse uma paisagem alem do prédio. - Quero que esteja lá
- Sinto lhe dizer mas eu não vou, nem pretendo ir a lugar algum
- Mas eu preciso de você lá
- Pra que James? Pra todos verem que você conseguiu e eu não? Pra família toda olhar pra essa droga que sou hoje ? Sinto muito mas eu não faço mais parte disso
- Hei amigo, eu sei que você se sente um lixo, mas vamos lá, apareça, mostre a aqueles hipócritas que você pode
- Que eu posso oque, James ?
- Que você pode ser melhor que isso, que você não é um viciado
- Bem -Justin pegou um cigarro do maço, sentou no braço do sofá, prendeu o cigarro aos lábios e esperou que James jogasse o esqueiro, tudo que ele precisava era de dinheiro, não ir a festas de formatura. James jogou o esqueiro para o mesmo que o acendeu, olhou para as mãos e soltou uma fina e longa fumaça. - E que mentira a nisso, meu caro? Elas estão certas
- Não, Justin, elas não estão certas -James aproximou-se do mesmo sem controlar o tom de voz- Você não é um viciado, você pode mudar, você não é isso que pensa, droga seu babaca você é mais que isso
- Que se dane, James. Eu não ligo
- Oque diabos aconteceu com você hem? Porque ? Você não lembra de como era antes ? Dos planos ?
- Que planos ? -ele sorriu com o canto direito dos lábios e tragou- Os de ir pra faculdade ? Pra que ? Pra eu me formar, ter uma vidinha miserável, receber um salario mínimo... Hã.. Ter uma mulher? Filhos ? E ir passar as férias de verão em Michigan? Ora, James que planos são esses? -Ele soltou a fumaça que prendia na boca, pausou a mão no joelho e riu- Acho que não quero que esse seja meus planos
- Ok, você não quer acabar como todos da sua família mas você acha que acabar como esta acabando é melhor do que ter uma família ? Se formar ? .... Bem amar ?
- Amor -Novamente ele não escondia seu divertimento- Palavra engraçada essa, sem significado pra mim, vá James, volte pra sua vida. E deixe que eu acabe sem esse tal amor, ele é pior que qualquer outra coisa
- Por mim, pelos velhos tempos Justin, vá a minha formatura amanhã.
- Só se me fizer um favor
- Oque ?
- Eu estou precisando de grana
- Eu não vou te dar dinheiro pra comprar drogas
- Não é exatamente drogas, é pro ônibus amanhã
- Você vai mesmo ?
- Se me der o dinheiro
- De quanto precisa?
- Trinta dólares
- Ta legal, são as onze, vai ter comida lá -ele riu, entregando-lhe as trinta pratas, Justin prendeu o cigarro nos lábios e levantou-se enfiando o dinheiro no bolço, não sorriu não agradeceu não falou apenas olhou-o bem, talvez sentia-se envergonhado, por ser fraco.- Te espero lá amigo
- O.k -falou, soltou a fumaça do cigarro e caminhou até a porta a abriu para que James pudesse passar.
- Arranje um terno cara
- Eu não vou ficar por muito tempo.
- Pelo menos fique tempo o suficiente para me ver recebendo o diploma, é por nós
- Não, James. É por você -Ele murmurou e fechou a porta sem deixar que James pudesse responde-lo.
* * *
Com sua melhor camiseta lavada, seu melhor jeans, Justin no fim das cadeiras sentava-se , quase no final da cerimonia. Seu cabelo bagunçado menos que nos outros dias ele realmente tentava parecer que estava bem, sentou-se longe de todos para que ninguém pudesse velo ele não queria ter contato visual com ninguém de sua família até mesmo sua mãe. Ele sem se importar acendeu um cigarro, e ouviu o silêncio das pessoas enquanto o orador da turma fazia seu discurso. Justin não conseguia se ver ali, recebendo seu diploma, não conseguia se ver além do que ele era, não era para si. Sentiu alguém cutucar seu braço machucado e olhou para a pessoa a seu lado, os olhos cinzentos, a pele clara como leite e a voz serena da doce menina lhe disse em um sotaque estranho
- Déesculpe, máas não pode fumar aqui -Disse a menina, e então parou, tirou a mão que pausava educadamente no ombro do garoto e sentiu-se incomodada.- Você
- Oh -ele soltou a fina fumaça na direção da menina, ela afastou a fumaça com a mão- Déesculpe -Em uma tentativa falha de imitar o sotaque da menina zombando da mesma-
- Você é muito incóonveniente, pois -murmurou ela- Pelo menos desta vez cheiras bem -ela virou-se para frente
- Obrigado
- Agora me agradéece? Acho que inspirou o tempo para agradecer-me
- Não -ele apagou seu cigarro pisando em cima do mesmo- Por dizer que estou cheirando bem.
- Isso não foi exatáamente um elogio.
- Que seja.
Ele virou-se para frente e enfiou as mãos no bolço, respirou fundo e tentou prestar atenção no que o orador da turma dizia la na frente. Mas sua concentração não durara muito tempo quando a menina insistia em falar com ele, mas porque ela falava com ele ? Nem ela sabia, e ele se perguntava porque é que ele respondia a menina irritante de sotaque estranho, talvez fosse porque ela falava com ele também.
- Quem você veio ver ? -murmurou a menina
- Acho que não é da sua conta
- Me pergunto porquée os améericanos são assim.
- Eu não sou "améericano" -falou e olhou para ela.
- Não ?
- Não, sou canadense
- Achei que os canadéenses eram simpáaticos
- Se enganou
- Eu sou da Roméenia
- Mesmo ? -ironizou- Não me lembro de ter perguntado
- Você é muito incóonveniente
- Simples, não fale comigo
- Ok
- É melhor pra você
- Eu disse Ok
- Isso não quer dizer que a conversa tenha acabado
- Eu não quero mais falar
- Não fale ora
- Então não fale comigo
- Esta bem
- Ok
De um a um foram recebendo os diplomas, James ao receber, sorriu e acenou para a família que estava nas primeiras cadeiras. Justin quase pudera se ver no lugar de James, mas afastara qualquer pensamento que o levasse a aquilo. Ao acabar, a menina de sotaque estranho afastou-se de Justin, irritada talvez, Justin não se importou, não se importava muito com as garotas, não que ele falasse com muitas, também não sabia conviver com elas, as únicas vezes que se comunicava com uma mulher era pra leva-la para seu sofá surrado. Porque não gostava de leva-las para sua cama. Mesmo assim não trocara mais de dez palavras com elas, eram amores de uma noite. E ele não estava interessado na moça tagarela de sotaque estranho, por mais bonita e "gostosa" que ela seja. Ela falava de mais, e ele não entendera porque ela o fazia, pra que falar de mais ? Pra que a pressa ? Pra que as conversas ? Não havia um porque ou pra que, ou havia? Ele ainda com as mãos no bolço caminhou em meio a multidão até o buffet, olhou para as diversas opções de salgadinhos, e fritos a mesa. Acendeu um cigarro pondo a mão esquerda em forma de concha encima do mesmo para que o vento não o apagasse e enfiou o esqueiro e o maço no bolço, soltou a fina fumaça do cigarro e pegou um salgadinho de frango, experimentou os outros sabores sem nem saber de que eram, estava faminto, fazia dois dias que não comia nada, e a ultima vez que sua geladeira esteve cheia fora quando sua mãe fizera compra para ele, porque dinheiro não se pudia dar em sua mão, ele não compraria comida.
- Você veio -Ouvira a voz de James, e parara de mastigar oque lhe estava na boca. A moça de Sotaque estranho estava ao seu lado, e também outra moça, que tinha olhos castanhos, boca rosada, pele bronzeada, e um vestidinho justo, era bonita ele pensou, mas logo olhou para os mãos entre-lassadas de ambos.
- É -ele disse e engoliu o salgadinho de queijo suíço, que não tinha um gosto muito bom, e fez uma careta quando o mesmo passou pela garganta- Eu vim
- Essa é minha namorada, Amy, e sua amiga Bethan
- Bethan a moça tagarela de sotaque estranho -ele falou olhando-a
- Já a conhece ? -James perguntou
- Se ela o conhece ? Amor oque ele é seu? -Amy murmurou para James
- Primo
- Eu o ajudei, a propóosito seu primo é um mal agráadecido arrogante -Falou Bethan
- Obrigado -ele sorriu com o canto direito dos lábios e sem humor-
- Como assim? eu não entendi -Falou James franzindo a testa lisa.
- Eu levei uma surra e bem essa adorável moça que não consegue parar de falar me encontrou perto a rua e levou um cara estranho e desacordado pra casa dela, e talvez possa ter me estuprado eu não sei. -Novamente não conteve um sorriso com o canto direito dos lábios e sem humor algum. Era um miserável com um humor talvez escuro.
- Eu falei pra ela que era loucura -murmurou Amy.
- Bem, Bethan, sei que ele não lhe agradeceu mas eu agradeço por ele
- Não a de que
- Mas por favor, Bethan não faça isso de novo, Ok ? Ele tem razão, você correu grande risco fazendo isso
- Mas oque vóocê queria que eu fizéesse? ele estava praticamente no meio da rua estava chóovendo, ou ele morria no réelento ou atropelado
- Que diabos você fez para fazerem isso com você ? -perguntou agora virando-se para Justin
- Não importa -ele soltou a fumaça do cigarro e enfiou a mão na vasilha de salgadinhos. - Bom, eu já vi você ganhando seu diploma, já comi, agora eu vou indo -Murmurou e comeu os salgadinhos
- Você não vai ficar pra festa ? -Perguntou-o e Justin balançou a cabeça negativamente.- Te vejo amanhã então -Falou e Justin virou as costas sem o responder, saiu o mais rápido que pode, quando viu sua mãe perto ao seu padrasto, em uma mesa, ela sorria, parecia feliz ele pensou, felicidade tola. Os tolos são felizes. Bethan o viu ir embora, enquanto pensava o quanto o sujeito era estranho e detestável, logo viu que ele afastava as pessoas.
- Oque ele tem ? -perguntou Bethan enquanto olhava o sujeito ir embora
- Se perdeu, Bethan -ele suspirou- Se perdeu faz dois anos e até hoje não se encontrou
- Ele é viciado? -perguntou ela, naquela voz quase ingenua de criança curiosa-
- Oque você acha? -Amy a perguntou com ironia
- Ele não é viciado, só não consegue ... Bem controlar, eu vou tentar ajuda-lo
- Espéero que consiga. É triste sáabe? Ele parece ser muito bonito
- Se interessou pelo drogado, foi Bethan ? -Amy riu, dando um leve empurrãozinho na menina, que percebera que havia falado mais do que devia.
- Não, que coisa, só disse que ele parece ser bonito
- Ele fazia a festa com as meninas na escola -murmurou James e novamente suspirou, aquela sensação de nostalgia o perseguia quando o assunto era o primo perdido
- Esse cara? Esse cara magricela fazia a festa com as meninas ? -Amy gargalhou- Que diabos essas meninas tinham na cabeça?
- Ele nem sempre fora assim, ele sempre andava com o cabelo arrumado de mais, as roupas arrumadas de mais, quando podia sempre ia a praia, e gostava de se arrumar, ele era vaidoso de mais chegavam até a pensar que de tenta arrumação era gay -ele riu ao se lembrar- Ele cantava, ah, ela cantava onde pudia, onde quer que ele achasse um violão ele tocava e cantava, eu me espelhava muito nele, ele é como um irmão, melhor amigo.
- Queria cóonhecer esse cara -disse Bethan e tocou o ombro do amigo ele sorriu e a olhou-
- Eu vou traze-lo de volta, você vai conhecer
* * *
Uma semana depois
- Eu quero correr -Murmurou Justin para Trent, um dos donos que organizavam os rachas frequentes.
- Você precisa de um carro
- Idaí ? Eu tenho uma moto
- Mas você não tem um carro
- Não tem corridas com motos? que merda de Racha é esse? -Perguntou com desdém.
- Ok, tem mas não agora
- Quando ?
- Daqui a algumas horas, veja são dez da noite ainda -ele mostrou-o seu rolex banhado a ouro preso ao pulso, em uma tentativa de lhe dizer que estava cedo de mais- Volte as três
- Da manhã ?
- Sim as três da manhã, e eu deixo você correr
- Que seja, quanto eu ganho ?
- Você nem correu e já esta dizendo que irá ganhar ? -Falou em um tom zombador
- Quanto eu ganho? -Justin perguntou novamente, trincou o maxilar tentando conter o irritamento, com o tempo ele havia perdido o bom senso e a paciência. Com qualquer pessoa.
- Não sei, depende.. Hun.. Se você ganhar a corrida, oque eu acho pouco provável, você ganhara la pros meados mil dólares
- Ta brincando ? -Perguntou surpreso e animado- Mil dólares por uma corrida?
- Se você tiver sorte
- Eu não preciso de sorte, esse mil dólares vão ser meus
- Que seja, volte aqui as três e podemos ver isso
- OK -Falou
- E não esqueça de trazer a moto
- Vai se foder -murmurou, sabia que Trent estava duvidando, sabia que ele estava apenas zombando, mas ele estava decido daquilo, ele ganharia, era dinheiro rápido e fácil. E pensou o quão burro ele era por não ter pensado naquela grande ideia a mais tempo, porém ele precisava por gasolina na moto, oque não era possível , pois estava sem dinheiro, e agora também sem cigarros. Acabara o dinheiro que James lhe dera, pudera eram trinta dólares não duram muito tempo em suas mãos. Enfiou as mãos no bolço do casaco, e fungou, estava quase pegando um resfriado naquele começo de inverno, estava quase pegando uma pneumonia naquele quarto mofado. Mas de que aquilo importava ? Ele precisava de dinheiro não de um médico. Lembrara então que estava perto do apartamento de James, ele desta vez não negaria, ele estava tentando ganhar uma grana não é mesmo ? Por mais que aquilo não fosse melhorar sua vida, ele estava tentando se manter, e esquecendo de sua mãe, não que ele odiasse a pobre mulher, mas não sentia-se digno de chama-la de mãe, depois de faze-la chorar por tantas vezes. E ele não entendia porque ela o ajudava e continuava voltando, estava claro, ele não entendia aquilo, aquele amor incondicional, que nunca tinha fim. E aquilo o deixava pior, porque ele queria que ela parasse, parasse de se preocupar, parasse de o amar, porque não tinha porque faze-lo, ele só a fez sofrer, só dera desgosto a ela, e não tinha o porque daquele amor, daquela compaixão, daqueles braços abertos dizendo que ela sempre estaria ali, ele não entendia aquele amor, e aquilo o irritava porque ele não suportava não entender as coisas, porque elas eram tão simples.
Fungou mais uma vez, enquanto subia para o apartamento de James, amaldiçoou os malditos, ao ver que o elevador estava quebrado, e teria de subir dois lances de escadas. Resmungava enquanto subia, resmungava baixinho. Alem de tudo era como um velho resmungão, reclamava tanto quanto um idoso de 80 anos. Na verdade ele era um idoso de 80, no corpo de um homem de 21.
Com os nós dos dedos da mão direita ele deu três batidas na porta amadeirada, sua memória estava falha como a de um idoso, porém ele conseguia lembrar-se bem onde seu primo morava. Bateu de novo na porta e não obteve respostas. Pode ouvir o som de uma musica abafada vindo da mesma, bateu com mais força impaciente, e então quando estava prestes a desistir frustado e irritado. Viu a porta amadeirada sendo aberta, James com um olhar divertido e um copo na mão olhou para o primo
- Justin -ele sorriu
- Hã.. Hér.. Eu poço entrar ? -perguntou voltando a enfiar as mãos geladas no bolço
- Ha, claro entre. -James disse dando espaço para Justin entrar no apartamento, Justin deu paços lentos para dentro do apartamento, não deixou de observar o lugar, era melhor e mais espaçoso do que ele lembrava. A porta dava direto a sala de estar, haviam algumas pessoas desconhecidas ali, pessoas essas que não importaram-se com a presença dele ali. Em meados umas sete pessoas, ele contou. Lembrara de Amy, a namorado de James, ela o olhou, e desmanchara o sorriso divertido que carregava enquanto bebia um copo de uísque.
- Chamei alguns amigos para um drinque -Ele disse enquanto jogava o braço por cima do ombro de Justin.
- Eu queria falar com você
- Fale ora
- Vamos ali na cozinha um minuto ? É bem rápido
- Você não vai querer ficar ?
- Não
- OK, vamos, estou feliz em velo -Falou, andaram então enquanto trocavam algumas palavras até a cozinha, James falava sobre seu novo trabalho. Enquanto Justin o ouvia, não era muito de falar, mesmo que fosse com James, ele não gostava. Na cozinha ele pode ver a menina de sotaque estranho, e com sua falha memória mesmo olhando nos olhos cinzentos e ingênuos da menina tagarela de sotaque estranho ele não se lembrou do nome dela, por mais que ele quisesse faze-lo. Ela sorriu para ele tirando qualquer atenção que dava ao homem de camisa polo com braços fortes e topete molhado de gel.
- A Bethan gostou de você -Murmurou James o suficiente para que Justin pudesse ouvi-lo.
- Tinha me esquecido o nome dela, a moça tagarela -ele disse sem sorrir de volta para Bethan. A cozinha era grande, tudo ali parecia maior do que Justin se lembrava, talvez tivesse desacostumado da riqueza, e tudo para ele era de mais.
- Não seja grosseiro, ela é uma garota, e ela gostou de você. Porque você não deixa de ser babaca e percebe que nem uma garota gosta de caras como você ?
- Acho que eu deveria me sentir ofendido -Ele murmurou afastando-se, James riu, e caminhou até a mesa, pegou a garrafa de vinho, tirou a tampa e entregou para Justin.
- Tome, é pra você -Disse James. Justin pegou de sua mão.
- Não tente me fazer ficar, eu tenho planos
- Planos ?
- Eu preciso de cem dólares pra gasolina, eu te pago amanhã
- Pra que você quer por gasolina na moto ?
- Pra andar seu babaca
- Grosseria não vai me fazer te emprestar dinheiro
- Eu vou correr, e vou ganhar mil dólares se eu ganhar
- Mil dólares por uma corrida ?
- Foi oque eu disse -ele virou a garrafa de vinho, sentiu-o descer a garganta, e lançou uma olhadela para Bethan, que dessa vez não o olhava, sorria docemente enquanto conversava com o Homem ao seu lado, oque fez parecer oque James disse ridículo e insano, oque uma garota tagarela, e bonita como ela iria ver nele ? Não que aquilo pudesse fazer alguma diferença, só soava meio idiota aos ouvidos dele após ver a menina sorrindo com um cara que era do tipo inglês, de colarinho engomado, com um maneiro penteado, e malhado.
- Não acha meio perigoso ? Um Racha cara, você pode cair e sei la morrer
- Eu não vou cair -falou voltando a olhar para James
- Ok, não precisa me pagar. Eu vou contigo pra ver se esta indo a um racha mesmo
- Que seja, só não leve essa garota -Ele disse bebendo outra dose do vinho- Ela fala de mais
- Se ela quiser, ela é nova aqui, talvez ela queira
- Quer saber de uma coisa ? -ele virou-se por completo na direção de Bethan, ela desta vez sentiu que ambos estavam a olhando, e não conseguiu não olha-los. Justin acenou com a garrafa para ela e sorriu com o canto direito dos lábios, ela que ainda falava com o cara a sua frente, com as bochechas levemente rosadas e quentes sorriu de volta. - Até que ela é bonita, e na cama talvez diga só oque eu pretendo ouvir
- Você não vai fazer isso -Retruquiu James, sabia que daquele jeito ingenuo que só da menina ela cairia na lábia do viciado.
- Vai me impedir de tentar ser um cara legal agora James ? você não é desses -Ele murmurou- Hey Bethan -a chamou ela o olhou
- Oque você vai fazer ? -sussurrou James nervoso
- Cala a boca -sussurrou ele de volta, e como num súbito, aquele seu lado sínico de conquistador barato aparecera.
- Síim -Respondeu ela e o homem a sua frente virou-se também
- Você poderia vir aqui um minuto ?
- Ha.. Hér -ela gaguejou.
- Ela esta conversando -Disse o homem a sua frente, e talvez para muitos aquele tom de voz poderia transmitir medo, não para Bieber, mas isso não queria dizer que ele era corajoso, queria dizer que ele era idiota, e talvez sem humanidade.
- Háa Brad, déepois convéersamos -murmurou ela. Justin sorriu satisfeito, ela era mais ingenua do que ele pensava. Bethan caminhou até os primos deixando Brad, com o mesmo suéter preto que salvara Justin de morrer no relento.
- Oquée você quer ? -ela perguntou
- Te convidar para um encontro -Falou
- Um éencontro ? -Ela riu.
- Não, eu estou brincando -respondeu-a
- Ha, e então óoque é ?
- Quer ir me ver correr hoje?
- Justin não -James o alertou, Bethan franziu a testa confusa, eles pareciam falar em código, ela pensou
- Correr? Não entéendi
- Vá com o James, sera as três da manhã -murmurou e lançou uma piscadela para ela, pobre menina, derreteio-se toda. Com as bochechas rosadas ela balançou a cabeça afirmando
- Dá, tudo béem -falou, ele bebeu outro gole do vinho, o engoliu e puxou-a pela cintura dando-lhe um beijo estalado e molhado na bochecha. Ele ainda sabia fazer aquilo, ainda sabia xavecar, dar um cantada, fazer uma garota ficar vermelha. Pelo menos aquilo ele ainda lembrara-se de como fazer. Fazia semanas que não levava um de seus amores de uma noite pra cama.
- Ok, vou te esperar -Murmurou e saiu com James que o levou até a porta.- Ela não vai se iludir, James. É só uma noite, algumas horas, sexo é sexo, e eu ouvir dizer que as garotas que falam de mais fazem oral melhor -falou enquanto saia
- Você é um idiota.
- Você não disse para eu perceber que ela gostou de mim? então, eu percebi e estou dando oque ela quer
- Você não sabe oque ela quer
- Todas querem a mesma coisa
- Ha, esquece. Vou ter que leva-la a essa droga mesmo
* * *
- Me admira que não tenha vendido essa moto, Bieber. Ela é de mais, daria um bom dinheiro nela -Falou Trent quando Justin aparecera montado na moto , o lugar parecia mais movimentado, o som estava alto,Skrillex* servia como fundo daquela cena típica nas ruas fechadas e vazias. Justin descera da moto e tirou o capacete
- Meu pai quem me deu, eu não venderia a Lissa nunca -Murmurou em um sorriso bobo enquanto olhava para moto, nem seu maldito vício o faria se desfazer da única coisa que o fazia lembrar de seu pai.
- Você deu um nome pra moto? -Trent gargalhou
- Não é só uma moto -protestou
- Que seja, vamos ver se essa belezinha vai te fazer ganhar
- Não duvide, Trent -Falou. Então em meio ao barulho e as pessoas amontoadas no circulo ele vira James, Bethan e Amy. James agarrava a mão de Amy em uma tentativa talvez de deixar parecer que ela era dele, Bethan como uma menina assustada olhava tudo em volta, as pessoas se drogando ao ar livre, o cheiro de maconha, cigarro e qualquer outra droga. Justin acenou para eles com os olhos em Bethan, fazia tempos que ele não se interessava por alguém, mesmo que fosse apenas para leva-la para cama, dividir o edredom era bom, porem ele não estava a procura daquilo, ele também não tinha planos de leva-la para sua cama. Mal ele sabia que a moça não gostava do famoso "sexo no sofá"
- Bem vindos -Ele disse
- Bem vindos ? Oque é isso? Um bordel ao ar livre?
- Isso? Isso é o paraíso dos libertários -Disse olhando para Bethan, Amy não gostava do modo que o mesmo olhava para a menina ingenua.- Tem um cigarro ai ?
- Tenho -James disse alto por conta do som, e tirou um maço de cigarro do bolço. Lhe entregou o malrboro light ainda fechado- Fique pra você
- Vou ficar rico com esses rachas, depois eu irei lhe devolver sua grana e comprar tudo oque eu preciso
- Porque você não tenta parar ? -Perguntou Amy
- Parar com oque ?
- De se drogar
- E porque eu faria isso?
- Porque você esta na merda -Ela disse como se fosse obvio, ele então sorriu, gostava da sinceridade da moça, por mais que ele não precisasse ouvi-la ou achasse que seria útil.
- Boa observação -Ele disse.- E você Bethan? Por que é que parou com seu falatório
- Não téenho mais oque falar
- Bobagem, desde que te conheci sempre teve oque falar
- Bóom eu não me sinto avontáade nesse lugar -Falou
- Vai demorar pra sua corrida, Justin? -James perguntou
- Não, acho que já devem me chamar -Ele sorriu -especificamente- para Bethan. A cada minuto que ele falava sorrindo, olhando para os lábios da menina ela caía mais no conto do vigário, na toca do coelho, na boca do lobo. Ela era ingenua de mais pra movimentada nova York, derreteu-se no primeiro sorriso na primeira vez que ele fora gentil para com ela, não que ela fosse uma garota fácil, longe disso, ela era complicada, difícil.. Só que ele não sabia disso.
O som havia trocada porém ainda eram as mixagens de Skrillex, bem conhecido naquela cidade. Os quatro trocaram mais algumas palavras, palavras soltas, conversa boba. Aquelas conversas de amigos -mesmo que Justin não achasse que nem um deles eram seus amigos-
- Você quer correr comigo? -Ele perguntou a Bethan quando fora alertado por Trent
- Cóorrer? Eu? -gaguejou
- Sim -ele a agarrou pela mão- Vamos
- Justin é perigoso -Falou James
- Não, éeu quero ir -Bethan disse atrapalhada, porem queria correr aquele risco, afinal um dos motivos para ter ido a aquela cidade eram novas "aventuras"
- Mas Bethan ... -Amy começou
- Ela vai -Justin disse firme, perdendo o pingo de paciência que restara. O coração da pequena Bethan acelerava a cada paço que dava para mais perto da moto, ela não tinha certeza do que queria mas sabia que aquilo tiraria um pouco a monotonia da sua vida. Perto a sua moto Trent riu, não por ser um zombador, mas sim porque realmente duvidava que Bieber pudesse ganhar aquele racha.
- Você vai correr com uma garota na sua garupa ? -gargalhou
- Vou
- Porque vai fazer isso?
- Eu vou ganhar estando ou não com alguém na garupa
- Lembre-se, se você cair ela cai também
- Eu não vou cair Trent
- Muito bem, muito bem. Faça seu show... Vamos ver se é tudo isso
- Otário -resmungou enquanto subia na moto, Bethan não se movera , ficara inerme , parada em frente a moto de Justin... Por nonos segundos ela quase desistiu
- Oque esta esperando?
- Estou cóom medo -murmurou
- Medo? Você não esta acreditando que eu vou cair não é mesmo ?
- Quantas véezes você já fez isso?
- Nem uma -ele disse, ela deu um paço para trás
- Deixe para a próoxima, porque daí eu vai ser péelo menos a segunda vez
- Ande Bethan, não seja medrosa, sei que não é medrosa, esqueceu-se que se arriscou levando um bêbado viciado para própria casa? Deus, você é uma mulher muito corajosa
- Dá.. não venha com elogios.
- Não são elogios. -falou pondo a moto para funcionar.- Suba, Bethan
- Dá, tudo bem -falou ela, então subira na garupa. Ele a olhou enquanto ela agarrava-o pela cintura
- Segure-se bem, moça da Romênia. -Falou, ela sorriu.
* * *
- Wow -Trent disse enquanto entregava mil dólares contados nas mãos de Justin, Bethan ainda estava ao seu lado, extasiada com aquela sensação de quase morte, não que ela quase tivesse morrido mas sim porque ela nunca estivera na garupa de uma moto correndo a quase 200km por hora. Ela ainda podia sentir o vento gelado bater contra seu rosto, ainda sentia aquela sensação. Todos diziam a ele que era sorte de principiante, porém ele não acreditava, não acreditava na sorte, era tudo na hora, não existia aquele papo furado de "sorte", mas para Bethan era sorte ela ter saído viva daquela corrida-
- Prove que não foi sorte, venha aqui na próxima semana, se você ganhar eu acredito que não fora sorte de principiante -Disse Trent
- Se o valor da grana aumentar -Ele disse enfiando o dinheiro no bolço
- Você só ganhou mil dólares porque foi sua primeira corrida, meu amigo isso é como luta de rua, quanto mais pessoas apostarem em você mais pode ser seu lucro
- Isso é bom
- Se você me mostrar que o quanto é bom nas próximas semanas eu posso ser seu empresario
- Empresario -ele gargalhou-
- É dinheiro fácil, pense nisso -Trent disse e saiu. Justin enfiou as mãos no bolço revirando-o a procura do cigarro, achou o maço, tirou um cigarro de dentro do mesmo e virou-se para Bethan, que ainda estava calada de mais.
- Você fuma? -Ele perguntou
- Não -Respondeu, ele deu de ombros e enfiou o maço de volta no bolço, pois a mão esquerda em forma de concha enquanto protegia-o do vento ao acender o esqueiro, enfiou o esqueiro novamente no bolço e continuou a olhando.
- Que fóoi? -Perguntou ela
- Nada, você parou de falar e isso esta me incomodando
- Se eu falo te incomoda se eu não falo te incomoda também?
- Seu silêncio parece pior que seu falatório -Falou, soltou a fina fumaça do cigarro. Ela franziu a testa e então pensou "Que encrenca eu me meti", Justin era vazio, porém tudo o incomodava, não era só com ela, era com tudo e todos. Amy e James não demoraram a aparecer
- Nunca ... Nunca mais repita isso me ouviu bem, Bethan? Nunca mais -Falou Amy, a puxando para um abraço, aquele abraço que a fazia realmente crer que a amiga estava viva.
- Eu estou béem Amy -Ela disse
- Ok, já podemos ir embora ? -James perguntou
- Eu quéeria ficar mais um pouco, beber alguma coisa -Bethan disse, não que ela achasse o lugar apropriado para beber algo, porém queria passar mais um bocadinho de tempo na companhia do viciado que procura por vida fácil.
- Nós temos trabalho pra terminar amanhã cedo,Bethan -Amy disse
- Ela disse que ela iria ficar, Amy, não você -Falou o viciado que agora estava pela primeira vez em meses com o bolço com mais de alguns trocados, poderia pagar uma bebida a Bethan.
- Ok, Ok, Bethan nós vamos embora.. Já são quatro da manhã, daqui a pouco vai amanhecer
- Ainda temos tempo para beber algo -Ela disse
- Antes me diga -James falou mudando um rumo da conversa- De onde estávamos não deu para ver quem ganhou
- Nós ganhamos -falou convencido
- Wow, então essa moto corre melhor do que eu me lembrava -James falou
- Enfim -Amy balbuciou- Vamos ?
- Acho que Amy tem razão -Bethan disse dando-se por vencida, talvez ela tivesse outra chance para falar com ele, outro dia talvez, talvez outra noite ela o encontrasse em uma esquina qualquer voltando de um bar, talvez depois daquela noite eles se encontrariam. Naquele momento na cabeça da garota ela imaginou os tantos talvezes, talvez ela poderia velo outras vezes e até poderia ajuda-lo com vicio, mas Deus que a livrasse ela nunca poderia fazer ele pensar que ela só estava se aproximando para ajuda-lo a esquecer o vicio.
- Você também deveria ir pra casa, aproveitar que tem gasolina na moto e não precisar pegar metrô -Falou James, Justin soltou a fina fumaça do cigarro e não se importou
- Ainda é noite meu amigo -E então ele se virou, sem se despedir, sem dizer "Tchau", só foi, caminhou em meio as pessoas, ao som.. Ele não fazia muita questão da companhia de Bethan, ele não era de ficar insistindo, mesmo que ele quisesse a levar para casa. Era orgulhoso, inseguro, as vezes indiferente. Parou em frente ao carro do som, o homem que lhe vendia drogas estava ali.
- Iae Bizzle ? -Ele disse o chamando pelo apelido que os vendedores de drogas do racha lhe deram, quase ninguém o conhecia por aquele apelido, pudera, ele também não gostava muito- Oque vai querer hoje?
- O de sempre
- Não tenho, mas chegou uma mercadoria nova.
- É melhor ? -Perguntou encostando-se no carro.
- É Algafan, o meu fornecedor disse que é como heroína, mas é bem melhor
- Quanto é ?
- Dez comprimidos por vinte dólares
- Bora lá to com dinheiro hoje, quero vinte
- Vai querer só esse? Não quer outros?
- Oque você tem ai ? -Perguntou jogando o cigarro no chão, pisou em cima do mesmo e voltou a olhar para o homem
- Tenho cogumelo, LSD, pó, Barbitúricos, anfetaminas. E quando você tiver sem grana, faça a droga você mesmo -Ele disse- Vou te ensinar como se faz Sizzurp, tu tem que ter xarope pra tosse, refrigerante e cara se tu achar que o gosto ruim coloca bala dissolvida
- E isso é bom?
- Melhor que maconha
- Ta, me arranja ai cogumelo, pó, e uns comprimidos de Barbitúricos
* * *
Justin acendeu um cigarro ao sair de cima da loira que estava deitada em seu sofá em como viera ao mundo. Ela respirava com força tinha os olhos fechados, e estava com as mãos pausadas na barriga, A loira que ele mal sabia o nome fora seu outro amor de uma noite, e amores de uma noite não é pra vida inteira, ou para até mesmo por um dia. Ele estava agitado, no efeito do Algafan.. Ele tinha dinheiro aquela semana para comprar, então se compraria, compraria tudo que lhe tirava do mundo real.
- Foi bom -ela disse embasbaca, ele soltou a fumaça do cigarro
- Foi -ele se levantou vestiu a boxer branca, e olhou pela janela, a parede do concreto a frente deixava parecer os raios de sol que batiam nela, eram sete da manhã.
- Onde esta indo?
- Você sabe fazer café? -Ele perguntou
- Acho que sai sempre um bocadinho amargo -ela sentou-se e soltou uma risadinha sem jeito
- Ha vamos lá, quero beber seu café -falou
- Ha então tudo bem, só não reclame -Ela disse, não se importou em vestir suas roupas que estavam espalhadas pela pequena sala do pequeno apartamento. Ele caminhou ao lado da loira de olhos castanhos até a cozinha. e Escorou-se na mesa, enquanto a via por a aguá no fogo, até parecia que a moça sabia onde ficava as coisas, talvez ela já tivesse sido seu amor de uma noite e ele não se lembrava. Esquecido que só, só podia ser isso.
- Você esta mais quieto que da ultima vez que vim aqui -Ela disse o olhando.
- Você já veio aqui ?
- Sim pois, só fingi que não te conhecia pra ter essa sensação de novo
- Que sensação ? -Ele soltou a fumaça do cigarro e olhou para a loira, cujo o nome era Carly. Era difícil ele escolher entre olhar para os olhos dela ou para os seios, também tinha a opção da boca, mas a mais proveitosa era dos seios descobertos
- Essa -ela deu uma risadinha- Sexo, cigarro, café, esse seu vicio, essa sua mania de não ficar com a mesma mulher. E talvez eu acho que você sempre faz isso
- Faço oque?
- Pede pra fazerem café
- Vai saber -Ele olhou para os olhos dela- Talvez eu as julgue pelo modo como preparam meu café -ele disse
- Isso é meio estranho
- Não é, você faz seu café meio amargo, quer dizer que você sabe porém sempre faz amargo por se acostumar com amargura da vida e do café, as vezes elas fazem muito doce, isso não quer dizer que elas são doces e estão acostumadas com a doçura da vida, quer dizer que elas não sabem fazer erram totalmente a mão, e muitas vezes acham que fazendo um café doce acham que vão me impressionar e eu vou convida-las pra sair ou as encontrarei de novo -Murmurou, ela sorriu para ele e nas pontas dos pés o beijou.
- Talvez eu seja meio amarga como meu café
- Como eu não me lembro de você ? -Ele perguntou, era estranho ele não lembrar de um amor de uma noite quando a mulher gostava de conversar, não que ele conversasse muito, as vezes ele mal falava. Mas quando a conversa era boa, ele sempre tinha oque dizer
- Ha -ela se afastou, olhou para o fogão- Não fique assim, foi a muito tempo, um ano talvez, nos conhecemos no Devil's, eu também não lembraria ... Só lembro porque foi minha primeira vez
- Ha, talvez seja isso -ele tragou e cruzou os braços ainda encostado na mesa- A memória é meio falha.
- Hm -ela sorriu e voltou a encostar-se na mesa ao seu lado-
- Se você se lembrasse nós não estaríamos aqui
- Não me lembro se seu café foi bom, e provavelmente seu sexo também não foi por ser sua primeira vez. Então eu não transaria com você de novo
- Há -ela deu outra risadinha baixinha sem se importar- Seu jeito ogro e meio assustador, mas até que as vezes ser sincero é legal -Murmurou, e então após mais umas trocas de palavras ela terminou o café, pois na xícara que estava encima da pia e entregou a ele, que terminou o cigarro e jogou no cinzeiro encima da mesa. Ele tomou o café, como se estivesse tomando achocolatado, gostava tanto de café quanto gostava de cigarro, talvez um vício tenha puxado o outro, o cigarro contem nicotina,e o café a cafeína, porem aquelas eram as únicas drogas legais, e que todos não se importariam que ele usasse. Estava como ela havia dito, não levava muito jeito para aquilo, meio amargo.
- Meio amargo -ele falou, ela encheu outra xícara para si e tomou um gole
- Sim, eu disse
- Não esta uma merda, mas quase chega lá
- Não levo jeito pra coisa
* * *
- Justin -a voz de James dizia do outro lado da linha, Justin estava sentado ao sofá, tentando fazer a bebida que Tom havia lhe ensinado, não que lhe faltasse dinheiro, se passaram três dias e ele continuava com as seiscentas pratas que lhe sobrara. Pudera, nesses três dias ele apenas foi a rua para comprar mais vinho, ficara o tempo todo em casa, trancado no banheiro, sua única caminhada era do banheiro, a cozinha e da cozinha ao quarto.
- Fala -respondeu
- Você esta bem cara?
- Estou
- Você gastou todo o dinheiro com drogas?
- Ainda não
- Então você só procura quando quer grana? Porque porra não me atende?
- Quando ligou?
- Hoje, agora, ontem
- Meu celular estava desligado
- Você não tem celular isso é fixo
- Haa -ele pois o refrigerante dentro do copo junto do xarope pra tosse, que achara em meio as gavetas- Eu acho que não ouvi tocar
- Você é um babaca egoísta
- Oque você quer ?
- Agora? Que você vá tomar no seu cu
- Ok -falou, e então jogou a bala dentro do copo, a coloração era estranha ele pensou, mas deu um gole assim mesmo... O gosto não era bom, pudera a bala não estava exatamente dissolvida- Porque você ainda esta na linha ? -Justin perguntou fazendo uma careta por conta do liquido
- Oque você esta fazendo?
- Bebendo
- Oque?
- Refrigerante
- Conta outra -falou- Só quero que pare com o egoísmo e que não venha só quando quer grana
- Sou eu cara, oque você esperava ?
- Que você agisse como um amigo de verdade
- Eu não sou um bom amigo.
- Que se dane, só atenda meus telefonemas
- Tchau James -falou e desligou o telefone, bebeu outro gole do liquido com a coloração estranha e aos poucos fora sentindo... Era aquela sensação meio relaxante que a maconha trazia, aquela sensação de bem estar.. Porem ele não pensava tanto quanto pensava quando fumava. Não gostava de fumar porque ele pensava de mais, a maconha o fazia pensar muito, pensar nas coisas ruins, na morte de seu pai, pensar só no pior... E aquilo o deixava meio que depressivo, melancólico e nostálgico; Passou a o resto da tarde ali, bebendo aquela sensação, tomando os comprimidos de Algafan vez ou outra. Desligando-se do mundo. A noite vestiu um casaco moletom e uma jeans rasgada no joelho. tênis e saiu pra comprar cigarro, ir a um bar e talvez em busca de mais um amor de uma noite. Morava no bairro mais perigoso da cidade, porém não importava-se com aquilo, mesmo sendo um viciado desprezível, era ele quem comprava as coisas dos gangster, então era ele quem lhes dava dinheiro, então não tinha porque intimidar um "cliente". Pegara o ônibus para ir ao centro, no seu quarteirão não tinha muitos bares, e os que tinha ele já fora expulso e proibido de entrar. Entrou em uma tabacaria, comprou quatro maços de malrboro vermelho, e saíra enfiando os trocados e os cigarros no bolço do moletom. Enquanto estava a caminho do bar, pela calçada ele percebeu Bethan, vinha na direção dele, sorridente, distraída junto a Amy, e mas duas outras garotas... Ela não o viu, pois virou a direita entrando no mesmo bar que ele entraria. Queria que Bethan fosse um de seus amores, também queria experimentar o café dela, pelo jeito ingenuo da menina ele sabia que talvez o café dela seria doce, não tão doce, mas passando um pouco do ponto do que ele considera realmente bom. Ao entrar, as quatro estavam sentadas em uma mesa, Amy o viu, não sorriu, não gostava do magricela de cabelo desarrumado, ela não o queria com Bethan, pois sabia que a amiga merecia mais do que um magricela que não tinha onde cair morto, ela não queria que a amiga saísse com caras que não eram como James, não por ser mesquinha mas sim por saber que eles eram centrados e seriam bons maridos talvez, Amy tinha a mente mais no futuro, pensava em se formar, se casar e em quantos filhos queria ter... Já a doce e ingenua Bethan não pensava muito no futuro, a única certeza que tinha dele era que escreveria um livro. Mal tinha ideia do que iria fazer depois da faculdade. Justin puxou o banco do balcão e sentou-se, acendeu um cigarro e soltou a fumaça no gordo careca que o jogou para fora na ultima vez
- Oque você esta fazendo aqui? Já disse que não te quero aqui
- Hoje eu vou pagar -Falou soltando a fumaça de seu cigarro
- É mesmo é ? Então dei-me o dinheiro primeiro -Falou, e então Justin tirou cem pratas do bolço e lhe entregou
- Quero uma garrafa de uísque -murmurou-
- Você é corajoso -ele falou pondo a garrafa de uísque encima do balcão junto do copo- Bom, ou é corajoso ou é idiota
- Do que você esta falando?
- Você falou daquele jeito com Drake
- Quem é Drake ? -Perguntou prendendo o cigarro nos lábios e derramando o uísque no copo, tragou voltou a prender o cigarro entre o dedo indicador e o do meio e bebeu um gole do Jack Daniels em seu copo.
- O care que lhe deu uma surra
- Vai saber -ele bebeu outro gole- São tantas
- Então você não é corajoso, é idiota -falou o gordo jogando o pano por cima do ombro
- Não faz muita diferença -Ele disse e então lançou uma olhadela por cima do ombro para as quatro meninas a mesa, Bethan o olhava. Ela acenou para ele, e ele acenou com o copo para ela. Que dois minutos depois, após dizer a Amy que ia ao banheiro puxou um banco e sentou-se ao lado dele.
- Oi -ela disse
- Oi -ele soltou a fina fumaça do cigarro e pois o cotovelo no balcão virando seu rosto para ela
- Tudo bem? -Ela perguntou
- Acho que sim -Murmurou.- Aceita um gole ?
- Uísque ? -Ela fez uma careta balançando a cabeça- Não obrigáado.
- Você que sabe -ele disse logo em seguida dando o ultimo gole, encheu o copo novamente e voltou a olha-la - Oque veio fazer aqui?
- Não séei -falou desmanchando sorriso que tinha no canto dos lábios- Você quéer dizer no bar ou aqui do seu láado?
- Aqui do meu lado
- Não sei, talvez dizer um oi
- Hum
- Hum
- Tem certeza de que não quer beber? -ele perguntou outra vez
- Dá, eu parei, estou me recupéerando da noite passada
- Hu, ressaca.
- É, o James deu uma de suas festas no apartaméento dele, até quee ele tentou te ligáar.
- Não vou pra festas de James, com aqueles caras de topetes cheios de gel, filhinhos de papai ... -ele soltou a fumaça do cigarro e bebeu outro gole- Isso não é pra mim
- E oquée seria pra você ?
- O meu quarto -murmurou
- Seu quarto?
- É, o meu quarto é que é pra mim, minha cama, minha cozinha
- Péensei que diria que aquele bordel ao ar livre é seu lugar
- Também -falou- Tem certeza que não quer beber?
- Porque quer que eu beba ?
- Porque você parada aqui esta me incomodando
- Ha, her, déesculpe, eu vou voltar pra minha mesa então -Disse a menina sem jeito, achou então que ele nunca seria gentil para com ela, parecia que ele a tratava como tratava um homem.
- Não foi isso que eu quis dizer
- Não? Acho que isso foi quáase um "esta atrapalhando meu momento com meu uísque, de o fora"
- Droga, não foi isso que eu quis dizer, mas que se dane, pode voltar
- Grosso
- Grande também -A completou enchendo o copo
- Você é desprezível
- Oque droga ainda esta fazendo aqui? Já disse, pode ir com suas amigas
- Porque você fáaz isso? porque você só afasta as pessoas?
- Eu não afasto ninguém, só não tenho paciência pra você
- Ok -Disse a menina entre-dentes, e levantou-se irritada. Oque havia de errado com ela? Ela se perguntou, porque ele a tratava daquela maneira.. Coitada, mal ela sabia que não era só com ela, não era porque ele queria, era porque ele realmente não sabia como lidar com as pessoas. Se acostumara com aquele defeito, era um grosseirão, e não seria diferente com ela, por mais que ele quisesse.
* * *
- Hey -Chamou James enquanto cutucava o primo, que havia bebido em poucas horas toda a garrafa de uísque que comprara. Com a cabeça deitada no balcão ele descansava os olhos meio amuado. James estava ali pois marcara com Amy e Bethan que as encontraria - Hey cara -James o chamou novamente e puxou o banco sentando-se ao lado do primo
- Hun -Ele resmungou
- Gastando seu dinheiro com bebida é ?
- Não é da sua conta -Respondeu levantando a cabeça
- Não venha me pedir depois
- Você dá porque quer, não te obriguei a nada -Resmungou, bateu no balcão e chamou o gordo que estava atrás do mesmo. Acendeu um cigarro e disse ao homem
- Outra garrafa -falou
- Vai beber mais ?
- Não, vou comprar pra dar pros vira-latas ali fora
- Seu cinismo e seu egoísmo um dia te matam
- Seria uma boa mas ainda não ouvi dizer que cinismo e egoísmo podem matar alguém
- O dinheiro primeiro -Disse o homem careca e barrigudo atrás do balcão, Justin soltou a fumaça de seu cigarro
- Aqui -ele disse revirando o bolço com a mão livre, e tirou mais cem dólares do mesmo e entregou ao homem. Que lhe dera outra garrafa de uísque e o troco de quarenta pratas, ele enfiou o dinheiro amaçado no bolço. Justin dispensou os copos, já bêbado ele dispensava a cerimonia
- Hey cara, pega leve -Falou James
- Ainda não sei porque merda você se importa -Respondeu-o Justin - Cara, somos só primos... Eu sou um merda, faço tudo errado. Não deveria se importar o quanto eu bebo, sei que de cirrose não bato as botas
- Você é um merda mesmo -concordou- Um babaca, mas eu seria mais babaca ainda se continuasse minha vida e deixasse você sendo esse babaca até morrer de overdose ou algo do tipo
- Bobagem -resmungou soltando a fumaça de seu cigarro, tomou outro gole tombando a cabeça para trás, comprimiu os lábios e se levantou. - Falar em drogas preciso ver minhas meninas
- Você não aprende mesmo
- Aprender oque? Não to na escola
- A vida é uma escola
- Uma escola tão ruim quanto escolas publicas de países subdesenvolvidos -Resmungou ele, e deu as costas a James, não que ele não gostasse do primo... Pelo contrário, ele tinha era meio que um bocado de vergonha, sentia-se um inútil quando estava com o primo, sabia que todos de sua família os comparava, ele podia imaginar sua tia-avó Beth dizer aos sobrinhos-netos mais novos algo do tipo "Sejam como o primo de vocês, James. Não tentem o caminho errado e fácil como o primo Justin, poderão nunca mais voltar e ficarem como ele".
Tropeçando nos próprios pés ele caminhava para fora do bar, caindo por cima das cadeiras, deixando o uísque quase derramar, era oque ele precisava, de um porre daqueles de cair pelas esquinas. Ouvira dizer que a bebida curava tudo, e os malditos que lhes disseram isso eram gênios, eles tinham razão.. A bebida curava a questão de sua existência, curava as guerras com sigo mesmo, curava até a falta de um amor de uma noite... Curou naquela noite um bocado de vontade que ele tivera de pedir desculpas a Bethan, mas ele não sabia porque queria aquilo, porque diabos ele se desculparia ? Porque ele entraria no meio das garotas que estavam ali e a puxaria pela mão e diria "Na verdade eu só queria que você bebesse comigo", porque ele faria isso? Aquilo não era do seu feitio, era um sujeito ignorante de todas as maneiras, e ele nunca faria aquilo. Por mais que tivesse vontade de faze-lo. Quando passara por ela para sair do bar, lançou uma olhadela para a mesma por cima do ombro que estava sentada na mesma posição, com um sorriso até que bonito moldando-lhe os lábios rosados, dando luz ao cinza dos olhos. Ela o olhou também, porém ainda estava chateada, e irritada com o sujeito magricela e ignorante que as vezes a fazia pensar que ele sofria de transtornos psicológicos.
Ele voltou a olhar para frente, apagou o cigarro pisando encima do mesmo, bebeu outro longo gole do uísque e saiu, caminhou pelas esquinas, tropeçando, caindo, se levantando, tropeçando, caindo, se levantando, tropeçando, caindo, se levantando até chegar no ponto de ônibus mais próximo... Esperara por vários minutos, as luzes iluminadas algumas pessoas passavam na rua, carros vez outro também, ele segurava-se na placa que estava escrito "Ponto de ônibus". Bebeu mais um gole do uísque, a garrafa já estava quase acabando, pudera, a quantidade de vezes que ele caiu e deixara derramar fora grande. Pois a garrafa embaixo do ombro, o maço do bolço, pegou um cigarro prendeu-o os lábios e voltou a enfia-lo no bolço, acendeu o mesmo e suspirou
- Merda de vida -Reclamou meio amuado, voltou a beber, aquela era uma de suas misturas favoritas, nicotina e álcool, um de seus vícios prediletos, aquela mistura que só não ganhava a cafeína e a nicotina... Eram tantos vícios que ele mal sabia qual era mais prazeroso. Bebeu mais uns goles antes de ver um carro parar a sua frente, sua visão embaçada ele demorou para perceber que o carro estava parado, o vidro se abaixou e ele pode ver James o olhar
- Quer uma carona ? Fomos convidados a uma festa, quer ir ?
- Festa -soluçou e jogou a garrafa no chão- Não, valeu.
- É uma festa na faculdade aqui do lado, te levo em casa depois
- Festas de faculdades são pra caras de cabelos arrumados
- Ha, vamos lá, Justin
- Oque eu ganho se eu for?
- Uma garota pra levar pro seu sofá, talvez até duas
- Duas ? -ele riu e balançou a cabeça soltando a fina fumaça do cigarro, ainda estava encostado na placa.- Faz tempo que não levo duas
- Entra ai
- Você me convenceu -Ele apagou o cigarro e entrou no carro, Amy na frente, e Bethan ao seu lado, ele mal percebera a presença da moça ao entrar- Mulheres, quando uma delas souber fazer um café que preste, caso-me com ela
- Oque você disse ? -Amy perguntou sem esconder o divertimento, era meio estranho ele dizer isso, mesmo estando em um deprimente estado de bêbado, a verdade de James o chamar, era que estava preocupado com o primo, ele estava bêbado e iria para casa se drogar até passar dos limites ou pegar no sono sentado no sofá, e se não tivesse sorte morreria ali mesmo tendo algum tipo de overdose ou convulsão.
- Posso contar sua história com cafés e mulheres, Justin? -James perguntou risonho, Justin deitou a cabeça no banco e virou o rosto de lado, então percebera a doce e ingenua Bethan ao seu lado, ele não queria que James dissesse, pois talvez um dia levaria Bethan para seu sofá, e ele tinha aquela tamanhã vontade de descobrir o gosto do café dela, e não queria que quando ela fosse fazer seu café ela se esforçasse para impressiona-lo ou se esforçasse para fazer o pior café de todos.
- Não conte, a Bethan esta aqui -Justin murmurou, ela virou seu rosto para ele franzindo a testa
- Oquée tem eu? -Ela perguntou
- Ta bom, outro dia eu te conto, amor -James falou para Amy, que não se agradou
- É Justin, oque tem a Bethan saber ?
- Nada -resmungou ele como resposta para ambas
- Depois você vai me falar, James -Amy disse emburrando-se
- Ta, não estraga o clima, Amy. Não faça tudo virar uma briga
- Eu não estou fazendo isso virar uma briga, mas se você quer que eu faça isso aqui agora virar uma briga eu faço -Gritou Amy, dando inicio a uma longa discussão de quase bêbados, James bebera só duas cervejas, já Amy bebera meia garrafa de vinho. Justin estava de olhos fechados, porem ainda virado para Bethan.
- Póode me contar -ela sussurrou.
- Te contar oque?
- Café, mulheres... -ela disse prozeira
- Ha, esqueça isso -falou abrindo os olhos- Se você for pra cama comigo hoje talvez amanhã você saiba
- Nem bêebado vóocê deixa de ser grosso -disse ela virando-se para a janela e emburrando-se, ele riu, gargalhou. Gostava do modo que a menina o tratava, não sabia o porque mais gostava
- Não estou sendo grosso -disse seguido de um soluço- É oque acontece
- Você decide convéersar depois que tráansa com alguém é isso?
- Não -ele abaixou o vidro da porta, e acendeu um cigarro- Eu converso com você, e eu não transei com você ainda
- Você então não fala com as mulheres?
- Falar? Ha, só quando quero as levar pro meu sofá, depois não as vejo mais, então não , eu não falo.
- Dá, você aléem de viciado, grosso, e idiota, é galinha?
- Não sou galinha -Ele resmungou seguido de outro soluço, soltou a fumaça para fora do carro e disse- Sou um galo
- Babáaca
- Você é muito faladeira, por isso talvez eu converse com você
- Nãao sou faladeira
- Te calaria com um beijo mas eu gosto de ouvir você falar
- Quem disse que eu deixaria você me beijar?
- Eu não quero te beijar, se eu quisesse você deixaria
- Não beijo bêbados
- Bêbado? Não estou bêbado, estou levemente tonto
- Você nem sabe pra onde olhar -Ele disse irritada, ele tragou e olhou para frente prestando atenção no que James e Amy discutiam ainda... Porem não conseguira
* * *
Justin abrira os olhos, a dor de cabeça o fez acordar, percebera que não estava em casa, e também não sabia como havia chegado ali. Não lembrara-se do quarto, as luzes batiam contra as persianas meio rosadas, ele sentou-se na cama e olhou para o lado, Bethan dormia calma e docemente ao seu lado, parecia tranquila, tinha a aparência mais ingênua quando dormia -ele pensou- coçou os olhos e percebera que estava vestido, maldita merda, ele não dormira com ela. Também não ficara tão bravo, não gostaria de não se lembrar da noite de amor com ela, não gostaria de não se lembrar como fora a tocar, a fazer se calar com beijos, a fazer chegar no ápice do prazer, não gostara nem da ideia de um dia esquecer que havia a tido como um de seus amores de uma noite, talvez um dia a esqueceria, mas naquele presente ele queria lembrar-se de cada detalhe. Irritado por estar pensando tais coisas, ele se levantou enfiou as mãos nos bolço revirando-os para ver se ainda estavam seus cigarros e seu dinheiro ali. Sobraram-lhe apenas duzentos dólares que teriam de durar mais dois dias em sua mão até o dia de sua próxima corrida, e ele teria de por gasolina na moto, então teria de maneirar no vinho durante dois dias, no cigarro e nas drogas. Porém, ele "teria" de fazer aquilo, não queria dizer que ele iria fazer. De três maços de cigarro ele só achara um maço pela metade, apenas com cinco cigarros dentro. Acendeu um, e saiu do quarto da menina, não quis acorda-la, ela parecia tranquila de mais para ele acorda-la e o olhasse com o olhar irritado que sempre o olhava.
o apartamento era pequeno porem arrumado e bem organizado, não precisava de ser grande, eram apenas as duas e elas mal ficavam em casa, por conta do trabalho e faculdade. Na sala James estava a tomar chá junto de Amy, chá, bicho dos diabos que ele odiava.
- Saindo de fininho ? -James perguntou a ele
- Não saio de fininho, não durmo na casa de ninguém pra sair de fininho -resmungou e soltou a fumaça do cigarro
- Bethan já acordou? -Amy perguntou
- Não
- Isso é sair de fininho -James riu
- Oque você queria que eu fizesse? Acordasse ela e dissesse que estava indo embora ? Ela se irritaria comigo por eu não pedir obrigado e por tela acordado, e eu não estou com paciência pro falatório dela
- Você é muito egoísta mesmo -Amy resmungou tomando o chá- Ela te ajudou duas vezes, te pois na cama dela duas vezes desmaiado, e da segunda vez te aturou, aturou você falando merda, aturou você quando desmaiou, aturou você quando reclamava das drogas dos rapazes filhinhos de papai, aturou você a noite inteira bêbado e você é um maldito egoísta que não sabe pedir uma porra de um "obrigado"
- Em que isso mudaria ? -ele perguntou abrindo a porta
- Pra uma pessoa normal? Muita coisa
- Que se dane -Ele saiu
* * *
- Oque você esta fazendo aqui? -Perguntou ao abrir a porta para a mãe, que estava com as mãos cheias de sacolas de super mercado, ela entrou em seu apartamento, três semanas depois do ultimo dia que o vira ela estava preocupada, e sabia que o filho não compraria sua própria comida, no minimo ele arranjaria dinheiro para comer em algum lugar barato.
- Fiz compras pra você -Ela disse indo até a cozinha, ele a seguia
- Porque? Eu disse que não era pra você voltar
- Soube que tem saído com James
- Não, o James tem me perseguido -Ele resmungou, a mãe de Justin sorriu enquanto colocava as coisas dentro do armário.
- Bem, você sabe que não lhe dou mais dinheiro, só compro oque tu deve comer
- Não pedi nada a você
- Você não precisa pedir, sei que não tem comido direito
- Se eu quisesse que você fizesse essas coisas pra mim eu morava contigo, e se me mudei é porque não quero
- Suas grosserias não valem mais, Justin
- Que seja, eu já disse que não a quero aqui
- E oque você quer ? hã? ´-Ela o olhou- Quer morrer de fome ?
- Eu tenho grana pra comer
- E oque você come? Heroína? Maconha? Isso não é comida, Justin
- Eu tenho dinheiro pra comprar comida
- Não parece
- É mas eu tenho, vai, volte pro seu marido, eu já disse que não quero sua ajuda -Falou ele para ela acendendo um cigarro, ela parou de colocar as coisas no armário e suspirou.
- Eu sei que você acha que eu te troquei -ela disse- Mas entenda que seu pai morreu, ele não vai voltar Justin, e eu não posso deixar de viver por isso.
- Eu não estou dizendo isso, estou dizendo que eu não te quero aqui, só isso
- Ok -ela imprimiu os lábios e respirou fundo, puxando todo ar que estivera em seu pulmão- Pelo menos coloca as coisas no armário eu ainda tenho que passar no banco
- Ok
- Eu te amo -Ela disse puxando o rosto do mesmo e dando-lhe um beijo molhado e materno na bochecha- Fica com Deus
- Você também , mãe -Ele murmurou, e ela sorriu com o canto direito dos lábios, e concertou a bolça beje meio desgastada no ombro direito e foi, foi embora sem ter o filho de volta, a cada ida a casa do filho ela morria um bocado, morria por dentro, ia cheia de esperanças e voltava cheia de frustração, dor, decepção.
Dois dias depois
- Oquée você esta fazéendo aqui? -Perguntara Bethan ao abrir a porta, o magricela viciado estava bem ali, cigarro preso aos dedos, cheiro de vinho, e cabelos desarrumados, bem de pé a frente dela.
- Não sei -ele disse a olhando, a menina que estava de pijama cabelo desarrumado, olhos inchados, cara amassada ... Mesmo assim continuava bonita ao ver de qualquer um- Só estava passando por aqui e lembrei de você
- Méesmo ? -ela soltou uma risadinha cínica- Mas são três da manhã
- Na verdade eu queria te chamar pra ir a um lugar
- As três da manhã ?
- É
- Sou moça díireita -ela falou cruzando os braços- Não saio as três da manhã
- Sai sim -ele soltou a fumaça do cigarro- Vai lá, eu espero você se arrumar
- Me espéera ? Mas eu já disse que não saio as três da manhã -ela resmungou, ele entrou no apartamento da menina sem permissão alguma, sentou-se no sofá cruzou as pernas e disse
- Eu espero você se arrumar
- Táa -ela resmungou dando-se por vencida- Espero que não me sequestre ou faça algo idiota -resmungou outra vez enquanto ia para o quarto, fora mais fácil do que ele pensou que seria. Ele respirou fundo e então pensou e repensou o porque de estar ali, acordando a menina, a fazendo se vestir. Só sabia que queria que ela fosse, ele não costumava fazer oque tinha vontade enquanto a Bethan ou a qualquer outra pessoa, pois achava que não devia, pois a sua intuição, os seus desejos sempre estavam errados. Mas naquela noite enquanto ele bebia um gole de uísque horas antes de ir a casa dela ele quis, ele desejou que a menina de sotaque estranho estivesse na garupa de sua moto agarrando sua cintura, fazendo a besteira de confiar nele para subir na moto. Pobre menina, boba que só, ingenua que só, não sabe a burrada que faz ao confiar no viciado desprezível.
- Oque diabos você esta fazendo aqui? -Amy perguntou entrando na sala, ele a olhou por cima do ombro
- Oque importa é que não vim falar com você
- Alguém já te falou que são três da manhã ? -Ela tinha a cara emburrada, nervosa, não gostava de ver Bethan em sua companhia, quem dirá as três da manhã. Ele voltou a olhar para frente, soltou a fumaça do cigarro e murmurou
- Bethan já me fez o favor de dizer
- E oque você esta fazendo aqui?
- Já disse que não vim pra falar com você
- Ok -ela respirou fundo e fechou os olhos- Eu não vou gritar, eu não ou me aborrecer, não me diga que a Bethan vai sair com você agora ou que você vai dormir aqui de novo
- Amy ? -Bethan disse fazendo Justin novamente as olhar por cima do ombro, Bethan vestia calça jeans, jaqueta e uma bota. A menina era frienta, enquanto Justin só vestia um casaco moletom lutando contra o frio.
- Você vai sair Bethan ? -Amy perguntou, Justin se levantou
- Sim , ela vai sair -Ele agarrou Bethan pela mão e saiu a puxando até a porta, ele gastara gasolina indo até o apartamento da moça, e não deixaria que aquela gasolina gasta tenha sido gasta em vão.
- Eu te ligo se acóontecer qualquéer coisa -falou Bethan enquanto saia do pequeno apartamento sendo quase arrastada para fora do mesmo.
- Bethan -Amy gritou do corredor- Eu não acredito que você ta fazendo isso
- Déesculpe -Respondeu-a Bethan. Entraram no elevador, e então Justin pode acender outro cigarro.
- Póorque você jogou o cigáarro no chão do elevador ? Já te disséeram que não pode fazer isso ? -Ela disse o chamando atenção, ele a olhou soltando sua mão
- Acho que não pode fumar também, mas quem liga ?
- Eu ligo -ela resmungou- Pra onde estáamos indo?
- Pro racha, vou correr hoje e ganhar o dobro da semana passada
- E porque esta me levando?
- Não sei -ele a olhou-
- Eu sei -ela disse ao sair do elevador ele a acompanhou- É porque você quer me embebedar e me levar pra cama
- acho que só te levar pra cama esta bom, por que eu não quero gastar a grana do racha comprando bebida pra te embebedar, sem contar que você não precisa estar bêbada para querer dormir comigo -ele disse destravando a moto. subiu na moto e Ela como da ultima vez ficara parada em frente a moto, inerme. - Que foi?
- Você esta me levando pra correr na sua garupa de novo não é ?
- Talvez -ele disse apagando o cigarro
- Porque?
- Você faz muitas perguntas
- Se eu vou quase morrer eu tenho que saber o motivo
- Não, não tem. Agora vai sobe
- Então você só quer quase me matar méesmo? E séem motivos?
- É, quase isso
- Táa -ela subiu em sua garupa, menina boba, confiar no inconfiável era quase suicídio. Ela o agarrou pela cintura e enfiou o queixo entre o pescoço e o ombro do viciado, ele a olhou enquanto ligava a moto
- Oque você esta fazendo ? -ele murmurou
- Me protegendo -ela sussurrou, ele riu abafado e foi. O vento batia contra os rostos de ambos, chegara um ponto em que a ingenua Bethan agarrava a cintura dele com tal força que quase o machucava, medrosa que só, o caminho até o lugar do racha ela murmurava inúmeras vezes nervosamente um "ai méeu Deus, eu vou morrer" no ouvido dele,era um pouco engraçado, pois ele sabia oque estava fazendo, e não estava em seus planos um acidente. No racha ainda não estava na hora de sua corrida, então Ambos desceram da moto e Bethan em seu sotaque estranho dera graças a Deus pela sorte de ter chegado viva, era irresponsável o modo como ele corria pelas ruas quase cheias de carros na cidade que nunca dorme.
- Vamos procurar o Trent -ele disse a Bethan
- Dá -ela fez uma pausa- Quem é Trent ?
- Você não precisa saber
- Ok -ela murmurou o acompanhando, se ele disse que ela não precisava saber era porque era gente como ele, e ela não queria conhecer mais pessoas confusas, grossas, e desprezíveis como ele. Pois era só ele que ela talvez queria ajudar. O som era ensurdecedor, bordel ao ar livre, mulheres estranhas dançando uma dança mais conhecida como twerk em homens que Bethan achava que elas mal conheciam. Bethan agarrou o braço machucado por agulhas de Justin e disse
- Esse lugar é estráanho, oque elas estão fazendo?-Perguntou-o em seu ouvido
- Dançando -ele a olhou, olhou nos olhos cinzentos e ingênuos da menina da romenia- Você poderia dançar para mim qualquer dia desses -ele riu
- Dá -ela disse encabulada- Que coisa, jáa disse que sou moça direita
- Também não gostaria que você dançasse assim -ele acendeu um cigarro e voltou a olhar em volta enquanto caminhava com Bethan agarrada a seu braço a procura de Trent- Porque os homens te olhariam e tentariam te relar a mão, eu poderia até apanhar mas não os deixaria faze-lo
- Isso nãao vai acontecer -ela disse ainda encabulada, as bochechas avermelhadas mostrava o quanto a menina estava.
- Se você fosse como elas -ele apontou para duas garotas que estavam a fazer aquela dança, ela acompanhou os dedos tortos dele.-
- Dá, mas não sou -o interrompeu- Não compáare
- Não estou "compáarando" -ele a imitou e soltou a fumaça de seu cigarro.
- Hey Bizzle -ouvira alguém o gritar, virou-se então e pode ver tom, Sentado no capo de sua picape. com um baseado aceso. Justin mudou sua rota para direção de Tom, Bethan agarrou seu braço fincando as grandes unhas no mesmo, ele gemeu baixo e incomodado a olhou
- Porque porra fez isso?
- Déesculpe, foi séem querer-ela gaguejou- Oque você vai fazer?
- Falar com ele
- Não -ela o puxou- Ele não é trent, é?
- Não, é o Tom
- Então, Por favor tu me trouxe aqui pra cóorrer, então seja gentil pelo menos uma vez e não me leve até lá
- Você nem sabe quem ele é
- Oque ele éesta fumando não é cigarro comum, sinto o cheiro da qui. Eu sou uma garota, querendo ou não você tem que fingir pelo menos que é gentil e não me levar até o cara que você compra drogas
- Fique aqui então -ele disse tirando a mão da menina de seus braços
- Se você for até lá, eu vou embora, e acredite eu nunca, nunca mais quero ver você na droga da minha porta as três da manhã.
- Eu não vou comprar drogas, eu não tenho grana ainda falo? eu só vou dizer oi -Ele gritou, não sabia o porque mas ele não queria que ela fosse. Também não sabia porque estava se explicando, e sabia o quanto aquilo soava patético, ela estava querendo mandar nele ? Talvez, mas talvez ela salvara naquele momento de comprar drogas antes de correr e perder a corrida ficar sem dinheiro e voltar a dever ao gangster.
- Ok -ela disse e dessa vez não voltara a agarrar o braço machucado dele. Ela ficava cada vez mais nervosa a cada paço que dava para perto do carro, rodeado de pessoas estranhas, cordões de ouro, tênis de marca, cheiro de maconha, calças caídas, blusas GG's. Aquelas pessoas a assustavam, negros e brancos a mistura do crime.
-E ae Bizzle -Disseram os homens que estavam encostados no carro, Justin os cumprimentara com um aceno. Tom olhou para Bethan, soube então que a menina tinha um olhar ingenuo e era sofisticada de mais para estar naquele lugar, ela estava de calça jeans, e aquilo era mais do que diferente, as mulheres do local dispensavam as calças, eram mine-saias e shorts curtos, não importava o frio.
- Trouxe a namorada pra correr de novo? -Perguntou ainda olhando para Bethan, Percebendo o olhar de Tom, agarrara com a mão livre a mão de Bethan trazendo-a para perto, não era exatamente porque estava com ciumes, mas sim porque sabia que os marmanjos não a deixariam em paz.
- É -murmurou
- Então você parou com uma? Escolheu bem, requintada -falou, Justin soltou a fumaça de seu cigarro e olhou para Bethan que encolheu-se. -
- Sim escolhi, então depois da corrida eu paço aqui, já sabe não é
- Sim hoje tem tudo
- Se eu ganhar já deixa separado.
* * *
Ganharam mais uma vez o racha de motos, Justin faturara dois mil dólares. Mal ele sabia o motivo pelo qual ganhava era que Bethan seu amuleto da sorte estava ali, a agarrar sua cintura com toda força, confiando sua vida ao maldito viciado. Ela descera da moto extasiada, pensou que aquela sensação nunca iria acabar, era como beijar o vento, o vento batendo contra seu rosto era intenso como fazer amor. Justin aliviado por ganhar a corrido, correu até Trent para pegar seu dinheiro, esquecendo-se de Bethan, que por não saber se iria atrás dele ou se contentaria em esperar na moto, ficaria irritada, e jurara nunca mais voltar a aquele lugar, tinha medo das pessoas que estavam ali. Encostou-se na moto e esperou por longos minutos, a musica voltou a ficar alta, as pessoas voltaram a dançar e a beijar uma as outras, voltavam a se drogar, e a fumar. Ela olhou em volta inúmeras vezas, estava como uma ratinha tonta os olhos acompanhando os movimentos de cada um que passava por ela e estava com casaco moletom preto. Já até ensaiava oque diria a ele por ter deixado-a ali; Quando ele voltou, enfiava algo no bolço, e segurava uma garrafa de vinho, deixara Bethan mais irritada, ele não estava somente não se importando com ele, ele não estava se importando com ela também.
- Váamos embora, agora -Ela disse
- Já, mas porque?
- Eu vou na sua garupa então tira essa méerda da mão -ela disse entre dentes pegando a garrafa de vinho de sua mão
- Porque você esta tão brava ?
- Porque você me deixou aqui sóozinha nesse bóordel ao ar livre com risco de ser roubada, sequestrada, estuprada e jogada em um rio qualquer a alguns quilômetros daqui
- Ninguém faria isso com você. Agora devolve minha garrafa
- Não -ela murmurou, e ele respirou fundo- Váamos embora quando eu chéegar em casa lhe dou a garrafa
- Pois bem, vamos -ele disse subindo na moto e ela o acompanhou. No caminho ele resolvera ir para casa mais próxima, que era a dele, não sabia porque mas só queria que ela bebesse com ele naquela noite. Sabia que ela estava irritada, mas só não sabia porque uma coisa tão simples a irritava. Ele entrou no lugar onde deixava a moto, a desligou e Bethan confusa disse descendo da moto
- Oque estáamos fazendo aqui
- Minha casa
- E por que estamos aqui ?
- Póorque vocês vai dormir comigo hoje -Ele tentou imitar falhamente o sotaque estranho da moça
- Oquée ? -ela gaguejou encabulada, ele pegou a garrafa de sua mão e sorriu
- Estou brincando, mas se você quiser
- Eu quero dormir na minha casa
- Dorme amanhã
- Dá, é sério. Oque estamos fazendo aqui?
- Fique quieta -ele resmungou e subiu as escadas, Bethan olhou em volta, quis ficar ali, e esperar até que ele desistisse e a levasse para casa, porém o lugar estava escuro de mais lhe dava medo. Justin não a esperou, então ela correu para o acompanha-lo a subir as escadas, ao entrar na casa dele ela percebera o quanto era simples e pequena, levando em consideração a casa do primo. Ele fechou a porta enquanto Bethan olhava em volta, de pé no meio da sala.
- Vamos beber -ele disse sentando-se no sofá, virou a garrafa derramando o liquido garganta a baixo e passou para ela. - Beba
- Você disse que não queria me embebedar
- Eu sei -ele a olhou- Mas ainda não sei oque eu quero
- E oque você quéer?
- Agora?
- Sim
- Que você me faça companhia para terminar esse vinho barato
- Só isso ?
- Sim
- Ta bom -ela virou a garrafa sentindo a amargura do vinho barato descer-lhe a garganta.- Você nunca me pergunta oque eu quero
- Porque oque você quer não é estar aqui, ou na minha companhia, então eu não pergunto -ele disse pegando a garrafa da mão de Bethan.
- Acredite se eu não quiséesse ficar aqui não seria você que me faria ficar a força
- Então você só estava fazendo um charme ? -ele riu dando outro gole.
- Não é charme
- Se não é charme oque é?
- Você só faz coisas que eu odeio e eu queria muito matar você a cinco minutos atrás.
- Então porque esta aqui? -Ele perguntou-a e ela pegou a garrafa de sua mão, deu um longo gole tomando coragem e o olhou
- Porque por algum motivo gosto da sua companhia
- Você é única maluca que gosta
- Você é desprezível -ela deu outro gole- E por isso todos te querem longe
- Eu sei
- Mas eu não sou todos
- Bobagem -ele resmungou pegando a garrafa de sua mão-
- Eu disse, você é desprezível -ela balançou a cabeça, ele pois a garrafa encima da mesa ao lado do sofá que ficava o telefone e sem esperar que ela o peguntasse o porque daquilo ele fez oque tinha vontade de fazer, beijou a menina, beijou-a com toda vontade de um beijo de verão, e ela o beijou de volta. Ela estava ali, beijando-o de volta... Cigarro e vinho era uma junção nada agradável quando o vinho era barato e meio amargo, mas para ela era aquilo oque a fazia beijar de volta, era algo dele e que ela gostava. Ele a deitou no sofá e ela sorriu, sabia que seria ali, e ela não era qualquer uma para que fosse ali.
- Nós não vamos tráansar no sofá que provavéelmente você tráas a maioria das mulheres -Ela murmurou em voz baixa, ele que beijava o pescoço da menina que cheirava levemente a baunilha.
- Oque ?
- É. vamos pro seu quarto
- Porque?
- Nãao acho muito confortáavel -remungou ela-
- Sério? Você realmente esta falando sério?
- Síim, pois não
- Eu... Eu... Não costumo ir pra lá
- Ok, eu vou dormir então -Ela murmurou empurrando-o para o lado e levantou-se. -
- Sério ? Sério mesmo que você esta fazendo isso Bethan ?
- Ou na cama ou em lugar nem um, bem você fez uma ótima escolha-ela murmurou, olhou para o corredor, no final do mesmo pode ver a porta a aberta, metade da cama, metade do quarto meio iluminado, e então caminhou até o mesmo, Justin balançou a cabeça e riu... Ela o cativava a cada momento, a cada minuto. Ele já havia conseguido levar a moça de sotaque estranho pra sua casa, porque ele estragaria tudo por uma maldita mania ? Comprimiu os lábios e correu para a acompanha-la, naquela noite ele a teria
* * *
- Que diabos você esta fazendo, e porque o som alto a essa hora da manhã ? -Ele perguntou acendendo um cigarro e entrando na cozinha, era estranho uma mulher agir daquela maneira, era estranho uma mulher acordar primeiro que ele, mexer em suas coisas, revirar sua cozinha, seu armário e preparar uma mesa de café, ao olhar aquilo parecia algo meio que de outro mundo, outro universo, não era nada de seu cotidiano
- Café da manhã -ela disse com um meio sorriso, vestida apenas de calcinha e sutiã, ele sentou-se a mesa, e Bethan que revirava os ovos no fogão o pois no prato para ambos, ele soltou a fumaça do cigarro e a olhou
- Você costuma fazer isso sempre?
- Isso oque?
- Café da manhã completo ?
- As vezes -murmurou, pois o café para ele, e ao acabar tudo sentou-se de frente para o mesmo, boba ingenua, um bocado iludida a menina estava naquela manhã... Ele tomou um gole de seu café e a olhou, era ela, ele pensou ... A moça do café perfeito, tinha a mão certa pro café e o jeito certo pro sexo, era a melhor junção que ele encontrara em uma mulher. Mas porque era ela? Porque tinha de ser ela? Estava mais que obvio para qualquer um que conhecesse suas histórias e que vivenciasse, estava claro, não para ele.
- Oque foi? -ela perguntou dando um gole em seu café
- Seu café
- Oque tem ? Esta ruim? Eu sei, não levo o menor jeito para isso, Amy até trocou o hábito de tomar café para o de tomar chá
- Ha não fale besteira -ele resmungou- ele esta bom
- Dá, obrigáado -ela sorriu, ele soltou a fumaça do cigarro e pegou um garfo para comer os ovos, aquela cena parecia tão clichê e de cinema para ambos que tinha até Arctic Monkeys como musica de fundo.- Então, não vai me contar o do "mulheres e café"?
- Eu durmo com elas e depois peço pra fazerem café pra mim -ele respondeu-a depois de um tempo, tomou outro gole do café e a olhou.
- Acho que sai do páadrão -ela deu um risinho
- Porque você é estranhamente diferente, faz coisas sem minha permissão, isso é bem irritante.
- Eu acordo cedo, e não quis te acordáar. -ela olhou em seu relógio de pulso e suspirou - A propósito eu téenho que ir, ao contrário de você eu trabalho e estudo, e vou levar um grande puxão de orelha da mamãe -ela levantou-se deixando-o a mesa
- Vai voltar? -gritou ele, fora outro ato impulsivo, ele fechou os olhos arrependendo-se de ter feito aquilo, afinal porque ele o fazia ? Porque ele queria que ela voltasse? Ela era como qualquer outra, mas ela tinha o café, tinha o corpo, tinha a alma doce, e era oque ele internamente desejava. Tomou outro longo gole do café, fumou seu cigarro e se levantou, foi até a sala e desligou o maldito som. Ela também tinha o hábito de o irritar mais do que o agradar. Bethan vinha pelo corredor a concertar a jaqueta abotoar as calças e prender o cabelo, ele caminhou até a porta. A abriu e esperou que a moça passasse
- Voltar? -Ela deu uma risadinha- Você tem que me levar pra casa
- Porque eu faria isso ?
- Porque eu não sei que bairro é esse, nem que ônibus pegar pra ir embora
- E você só me falou isso agora porque?
- Dá -ela riu- Esqueci, vá se arrumar eu espero -ela o respondeu fechando a porta, ele então foi resmungando até lá, um velho resmungão, sempre com o mesmo costume de resmungar sobre tudo e todos, desejou então com a preguiça que tinha de não tela trazido para sua casa, pois assim ele polparia tal trabalho de leva-la até lá e depois voltar de novo. Mas então ele pensou, é uma chance para comprar mais cigarros e mais vinhos, naquela semana ele não sairia de seu apartamento, passaria a maioria do tempo no sofá e só se levantaria para o banho e dormir. Vestiu seu jeans surrado e uma camiseta branca que achara encima da comoda. apagou o cigarro e voltou pra sala, pegara Bethan bisbilhotando as coisas perto de sua TV. Ele escorou-se na parede e a observou, menina inquieta que só era ela.
- Você costuma bisbilhotar a casa de todos os caras que dorme? -ele resmungou cruzando os braços, ela o olhou sem jeito e caminhou até o mesmo
- Estou curiosa
- Com oque?
- Não sei -ela disse saindo, ele a acompanhou.
***
- chegando de fininho, Bethan ? -A menina parou no corredor ao passar em paços leves em frente quarto da amiga, era a voz de james que vinha do mesmo, ela respirou fundo entrou no quarto
- hey -ela acenou para eles, Amy a olhou com o canto dos olhos
- Dormiu com ele? -Perguntara amy sem rodeios
- Com quem? -James perguntou confuso
- O seu primo idiota apareceu aqui as três da manhã e por algum motivo Betha aceitou sair com ele -ela respondeu e voltou a olhar pra Bethan- Responda, ele veio fazer oque aqui?
- Ele me levou na corrida
- Droga, não me diga que correu com ele de novo
- Foi legal, Amy
- E você transou com ele não é? Da qui vejo uma merda de um vermelho no seu pescoço, que maníaco faz isso -Disse Amy sem acreditar, e Bethan sem jeito pausou a mão em seu pescoço
- Foi no sofá? -James perguntara
- Foi na cama, Deus, poóorque esse circo tóodo só por eu ter passado a droga de uma noite com éele?
- Ele não é pra você
- Quem decide isso sou eu, Amy não você. -A menina respirou fundo- Eu sei que ele não é pra ninguém, mas eu não vim pra Nova York pra encontrar um cara namorar ficar noiva e depois que me formar já marcar a data do casamento como você planeja pra você, eu vim pra conhecer, conhecer as pessoas, o lado bom, talvez o lado ruim -ela suspirou novamente com doçura e sorriu- Pra aproveitar... porque se eu quisesse que fosse a mesmice de sempre eu não me mudaria, faria faculdade na romênia casaria com meu ex, e terminaria minha vida lá. mas não Amy , não é isso que eu quero, ele é essa cidade dentro dele, a grosseria, a doçura, o jeito resmungão, o egoísmo... Ele pode não ser o cara pra mim, mas quem liga? Eu não estou a procura do "cara pra mim", porque as vezes o cara é pra mim mas eu não sou pra ele, então Amy, por favor, eu sei que você só quer o melhor mas eu não sou você
* * *
- Oque você fez com a Bethan ? -James perguntara entrando no apartamento bagunçado do primo, ele não o respondeu de imediato, bebeu o liquido que prepara, -BAM- viciara-se em mais uma droga, Sizzurp, não demorou uma semana para o mesmo viciar-se na mistura de xarope pra tosse com refrigerante.
- Sexo -Respondeu ao primo sentando-se no sofá olhando a TV.
- Cara por sua causa a Amy esta descontando em mim.
- Porque eu fiz sexo com a Bethan? Sua namorada tem uma queda por mim ou ela cola velcro com a Bethan ? -ele perguntou risonho
- Isso não tem graça cara -ele sentou-se ao lado do primo- Você vai ligar pra ela não vai?
- Não
- Porque, merda?
- Porque eu não quero ligar pra ela hoje
- Hoje ?
- Não sou papagaio meu amigo -ele resmungou dando outro gole
- Oque é isso? -perguntou referindo-se ao liquido
- Sizzurp.
- E oque é
- Um sabor novo de refrigerante com bala
- Bala?
- Já falei, você ta surdo ? -ele o olhou impaciente o primo riu.
- Posso provar?
- Toma -murmurou entregando-lhe o copo pela metade. observou enquanto o primo tomava o Sizzurp com uma careta, o gosto era horrível, ainda podia sentir o xarope.
- Que merda é essa? -Perguntou devolvendo o copo ao primo que riu, só ria daquele jeito quando bebia o liquido ou fumava.
- Sizzurp, ta surdo hoje, James?
- Isso não é refrigerante
- É claro que não, é xarope pra tosse com refrigerante e bala
- E isso é algum tipo de droga ?
- Sim
- E então -ele olhou para primo, gostava do fato de que estava quase voltando a falar com o primo como antes- Oque você fez pra Bethan dormir com você?
- Só trouxe ela pra cá
- Porque mudou as regras?
- Que regras?
- Do sexo só no sofá
- Ela queria -ele respondeu, e deu outro gole sem muita vontade de proza-
- E oque ela quer importa pra você ?
- Não sei, as vezes
- Ela acha que vocês vão continuar saindo, você não vai fazer com ela oque sempre faz, vai?
- Eu gostei do café dela -ele respondeu, aos ouvidos dos de fora aquilo soava ridículo, mas para ambos aquilo sempre fazia sentido-
- Isso significa?
- Nada
- Como nada?
- Nada porque ela tem o dom de me irritar.
- Como assim
- Ela começou a mexer nas minhas coisas, James. Ela pois um maldito de um som alto as oito da manhã sendo que eu fui dormir as sete, merda ela é louca -ele falou inquieto- Ele fez café pra mim, ela arrumou a droga da minha cozinha e as coisas que estavam desarrumadas no armário, porque ela tem que ser tão ...
- Ela é tudo que você sempre quis não é ? -James riu
- Eu nunca quis uma maluca faladeira
- Só não seja idiota, e estrague tudo, ela é uma mulher e mulheres se juntam para nos apunhalar, e se a Bethan correr para os braços da Amy porque você foi um idiota, a Bethan por algum motivo descontará em mim, e se isso acontecer eu te mato.
- Eu não sei oque quero com ela, eu sou um viciado que não tem onde cair morto, ela veio pra cá pra estudar pra ser alguém, mais um rosto na mesmice dessa sociedade.. Eu não sou o cara que ela precisa, e ela não é oque eu quero
- Com oque ela disse hoje cedo, ela só quer sexo -Disse James e Justin o olhou
- Ta falando sério?
- É.
- Ta vendo?! essa mulher ela é...
- Tudo que você sempre quis -James riu acendendo um cigarro
- Eu não ia dizer isso
- Não minta pra mim.
***
Cinco dias depois
Cambaleando ao sair do bar, ele segurava uma garrafa de uísque, bebera quase a noite inteira, e só saiu quando levara um murro de um homem duas vezes maior que ele. Ficar em seu quarto já não era tão satisfatório, acabara com o xarope, com o refrigerante e os cigarros. Acabaram suas drogas, e acabaram tão rápido pelo tanto que pagou. Dispensou a moto, deixou-a lá na "garagem", economizando gasolina para a corrida da próxima semana. Andou, andou, andou sem rumo, meio sem destino, sem saber para onde realmente queria ir, não iria para casa de James pois estava cansado da mesma ladainha "ligou para Bethan?", ele não sabia se devia ligar pra ela, ele não queria conversar, nem trocar ideias, sentia-se como um bloco de pedra para si mesmo, e queria ficar dentro do bloco sem ser perturbado. Sabia que ela era a moça do café perfeito, só não sabia oque fazer quanto isso, e aquilo o deixava frustado, irritado e confuso, o que lhe dava mais vontade de se drogar. Quando deu conta estava a bater inúmeras vezes na porta da menina de sotaque estranho.
- Oque você esta fazendo aqui? -Perguntou amy, ele já não segurava a garrafa de uísque talvez aquilo pudesse responder a sua pergunta.
- Bethan esta ? -Perguntou-a e pode ouvir uma musica tocar dentro do apartamento
- Você é repugnante, só a procura de madrugada? Quando esta sozinho de mais? E quer alguém pra levar pra cama?
- Se eu a quisesse só pra isso eu não andaria tanto -ele resmungou, sem se importar .
- ótimo então só sabe quando ela existe quando esta bêbado?
- Eu não quero falar com você, quero falar com ela
- Ela não esta
- Você não sabe mentir
- Ok entre -ela permitiu-se revirar os olhos e abriu a porta dando espaço para o mesmo entrar, quatro garotas sentadas no sofá, mais cinco caras de pé, os que ele costuma esquecer de suas existências. Uma das mulheres sentadas no sofá era Bethan e um dos homens espalhados na pequena sala era James. A musica não parou, ninguém ali se importava. Mas ele vestia-se como um colegial de moletom e jeans surrada. Era diferente do que todos ali vestiam, universitários que vestiam camisas de linho, universitárias que vestiam vestidos de ceda, colete por cima. Jeans pendido a cintura. Justin acenou para Bethan, as outras três mulheres ao seu lado, o olharam. Bethan o olhou, e se levantou murmurando um "eu já volto" para as três moças ao seu lado. Como o primo havia dito, nem uma mulher "gostava" dele, não as que tinham um juízo perfeito como Amy. Justin ouvira Amy resmungar algo enquanto ia a caminho da cozinha. Justin acenou Para James com um sorriso no canto direito dos lábios.
- Oque esta fazendo aqui? -ela murmurou
- Eu estava passando aqui por perto, resolvi subir... Hã -ele soluçou e inclinou-se dando um beijo molhado na face da mesma- Pra lhe dizer oi
- Você fede -ela sorriu- A cigarro e a uísque barato
- Isso é bom, é o meu odor de alfa que faz com que hã -ele soluçou novamente- Perceber que sou único
- Você esta em um maldito estáado em que eu não iria quéerer te apresentar as minhas amigas
- Elas são uma versão da Amy, só que loiras -ele encostou-se na parede.
- É.
- E você esta com vergonha ?
- Do quée?
- Do viciado aqui
- Déeus, é claro que não.
- Então vamos pro seu quarto
- Éestou com visita
- Manda elas irem embora.
- Nãao é assíim, eu não sou mal educada como você, aléem do mais você nãao pode sumir por cinco dias e depois aparecer querendo prioridade
- Ok eu espero
- Espera oque?
- A festa acabar
- Pra que?
- Eu hã ... -ele fez uma pausa, pensou em nonos segundos alguma desculpa para justificar sua vontade de bêbado de ficar ali. - Bem, eu andei bastante, e eu não pretendo ir embora sem antes ter um dedo de prosa contigo
- Fala como se prosa fosse oque vieste fáazer realmente aqui.
- Sou eu, Bethan -ele disse como se aquilo fosse obvio, se não desse errado não seria ele, e se fizesse a escolha certa também não seria ele. - Oque você esperava? Que eu te ligasse? fosse te buscar de moto na faculdade ? -murmurou
- Não, mas pelo menos dar um sinal de que não estava morto e não teve uma overdose naquele sofá
- Bobagem -ele puxou-a pela cintura, menina ingenua, derreteu-se toda. Ele a beijou bem ali, na frente de todos, e naquele momento todos ali prestou atenção neles, era estranho ver Bethan a menina de sotaque estranho com alguém, Bethan não gostava daquilo, não demonstrava muito afeto em publico, mas era o bieber, seu viciado sem controle, e ela não se importava. Cigarro e uísque, o beijo dele era o mesmo gosto, só mudara do vinho para o uísque, o cigarro continuara.
- Dá -ela deu-lhe uma risadinha- Você fez isso porque?
- Te provei que estou vivo?
- Acho que sim
- Então.
- Ha pelo amor de Deus, Bethan. -Ambos viraram seu rosto para Amy, que passava pelos dois voltando da cozinha, não perceberam que haviam chamado mais atenção.- Na frente de todos? Mesmo?
- Você é adorável, Amy -Justin sorriu
- Ha não fale comigo. -ela disse enquanto ia para perto das três versões loiras dela.
- Ela não gosta de você
- Quem liga ?
- Eu não ligo.
- Eu estou bêbado -ele murmurou seguido de um soluço- E esses caras estão olhando muito, se eu disser algo que eles tentem vir pra cima, não impeça -ele disse olhando de volta para dois homens ao lado de James, Bethan acompanhou seu olhar
- Do que vóocê esta falando?
- Eu só estou bêbado e essa musica é irritante
- Ok, hã.. hér... Você não vai brigar aqui e bagunçar a minha sala, eu vou te apresentar as minhas amigas.
- Você que sabe
- Vamos -ela saiu dos braços magricelas do viciado e caminhou até as amigas, Amanda, Ana, e Katherine. Bethan parou em frente a elas e sorriu, doce e ingenuamente como sempre fazia e encantava ao viciado ao seu lado.
-Ketherine, Ana e Amanda esse é o Justin meu.... -Bethan o olhou sem saber oque dizer, ela assim como ele não queria definir oque eram, eles apenas se conheciam não é mesmo? E tiveram uma noite de amor, isso talvez poderia não ser, nada, eles não sabiam. então não rotulariam- Ele é primo do James -falou, Justin bêbado era mais arrogante do que sóbrio, então ele não acenou não sorriu, nem usou seu cinismo, apenas balançou a cabeça.
* * *
Outra vez ele acordava com a melodia do radio relógio ao lado da cama de Bethan, as persianas meio rosadas deixando o sol bater contra as mesmas. Ele remexeu-se e sentiu a menina em seus braços olhou para o relógio e marcavam sete da manhã, imagens um poucos distorcidas. Gemeu de dor e tirou de seus braços, uma parte dele não querida acordar a menina mas outra parte não se importava, a dor de cabeça era maior que a preocupação em acorda-la. Ele levantou-se vestiu suas roupas, e olhou para o radio relógio era pouco antes das oito, olhou para Bethan e ela ainda dormia. Não gostava de acorda-la, gostava da aparência mais ingenua que ela tinha quando dormia. Acendeu um cigarro, e saiu do quarto da menina... Outra vez ao passar pelo corredor em frente a cozinha ele ouviu a voz de James
- Saindo de fininho de novo? -Justin soltou a fumaça do cigarro e voltou alguns paços entrando na cozinha, puxou uma cadeira e sentou na mesa de frente para o primo e a namorada materialista.
- Não quis acorda-la -ele respondeu
- Como se você se importasse -resmungou Amy.
- Isso não da sua conta
- Calma ai, vocês não precisam se agredir assim as sete da manhã! -Exclamou James, ele tomou um gole do chá e então ouve silêncio... Justin quis ficar, talvez para esperar o café de Bethan, ou só porque queria um pouco de companhia. A cabeça ainda doía. Ele soltou a fumaça do cigarro quando ouviu o sotaque estranho da menina adentrar a cozinha
- Dá, vóocê ainda esta aqui ? -Ela perguntou, enquanto sentava-se ao seu lado
- Quis esperar
- Esperar
- Eu gosto do seu café -ele soltou a fumaça do cigarro, James riu, era bom ver o primo melhorando algo. Deixando um pouco da grosseria de lado, talvez Bethan com o tempo o ajudasse a livrar-se do vício, ele pensou.
- Meu café -ela sorriu-
- Aprecio pessoas que fazem um bom café
- Você me aprecia ? -Ela corou, como resposta ouviu o ranger da cadeira, e Amy se levantou resmungando algo, saiu da cozinha dizendo que iria para o trabalho aquilo passou a tornar tudo meio melo dramático enquanto a os dois.
- Eu tenho que ir -James também levantou-se deixando meia xícara de chá de baunilha a mesa, ao passar pelo primo apertou seu ombro e e comprimiu os lábios- Até outra hora. -Justin não o respondeu em voz, apenas acenou com a cabeça, aquilo significaria que ele queria falar sobre o melodrama "Amy não gosta de você".
- Acho que toda vez que você vier será constrangedor -ela murmurou levantando-se
- Você poderia ir mais vezes a minha casa, não?
- Talvez -ela inclinou-se para pegar as coisas do café no armário, ele apagou o filtro do cigarro no cinzeiro ao seu lado, e olhou para o corpo da menina, moldado, não cheio de curvas, mas era bonito até, naquele pijama meio que desapropriado para sua idade. Era um pouco estranho uma mulher de vinte anos usar pijamas de flores, era branco e as flores eram amigáveis margaridas. Ela gostava tanto de flores quanto gostava de livros.
- Déesde que não se drogue enquanto eu estiver lá
- Bobagem -ele despertou de seu desejo de se levantar dali e fazer amor com ela encima da mesa. Ele perdera completamente o bom senso mas sabia que a menina não faria, não com seus amigos no quarto ao lado. Amy havia ido pro quarto retocar a maquiagem, e pegar sua bolça, James só fora para lá porque tinha de ir com a namorada. e a Levaria ao hospital onde ela fazia estágio.
Bethan pois a água no fogo, e voltou a sentar ao lado do viciado, que a desejava com fervor, talvez fosse uma maneira dele tentar não pensar na maldita dor de cabeça
- Eu téenho que trabalhar -ela murmurou e ele a olhou- Trabalho em uma livraria aqui perto, talvéez quando eu sair. Você pode ir me buscar, pra irmos pro seu apartamento -Ela sorriu, ele engoliu em seco olhando para os lábios rosados da menina, os olhos transbordando desejo, os lábios implorando por seus beijos.- Porque esta me olhando assim ? -ela perguntou-o
- Seu sotaque é excitante e você surrando assim tenho vontade de te jogar encima da mesa e tirar esse pijama estranho -Ele falou, ela corou porem não negava que gostara da ideia
- Achei que o achava éestranho.
- Não quando você sussurra assim
- E você acha que até a água féerver eu posso súussurrar mais lá no quarto? -ela inclinou-se para mais perto dele, que não sabia se oque o seduzia mais eram os olhos cinzentos ou os lábios rosados movimentando-se de forma quente a cada palavra solta. Ele então a beijou, ela deu uma risadinha como resposta o beijando de volta.
- Porque no quarto?se pode ser na cozinha? -ele sussurrou pegando-a no colo, ainda sentado na cadeira, as pernas da menina abriam-se em volta dele. Ela beijou o pescoço do viciado.
- Eles estão em casa -ela sussurrou
- Que se dane.
- Não, não seria agradável que eles passassem aqui e nos visse
- Você quem manda -Ele levantou-se, e voltou a beija-la enquanto a carregava para o quarto. Ela começava a cativa-lo, a prende-lo aos poucos. Ele a desejava, ele a queria e ela não era um simples amor de uma noite, por mais que ele quisesse que fosse. O viciado estava quase deixando se levar pela ingenuidade da moça, pelos olhos cinzentos, pelo sotaque e pelo modo como faziam amor. Aos poucos ele perdia o controle daquilo, era fraco, viciava-se rápido de mais nas coisas, dessa vez fora seu pior vício, o mais cruel, o mais doloroso, o que não tinha a cura, ele seguia o pior caminho, e mal percebia oque estava fazendo. Fraco, quando se tratava de amores ele era mais ingenuo que Bethan. Não sabia como sentir, não sabia como reagir, não sabia oque fazer, não tinha respostas.
Um mês depois
Bethan debruçou-se na geladeira vazia do viciado e com uma blusa amarrotada, e apenas sua calcinha a cobrindo observou oque tinha ali, duas garrafas de refrigerante. duas garrafas de vinho, leite. e o macarrão com queijo que fizera na noite passada para ele. Era pouco antes das dez, tirara o dia de folga. Mas seus planos fora tirar aquele dia de folga para estudar, mas com o viciado em sua vida aquilo não seria possível. Ele dormia enquanto ela por bondade não ligara o som como costuma fazer desde que quase mudara-se para o apartamento do magricela. Fechou a geladeira ao ouvir três batidas da porta, sem importar-se ela correu até a mesma para abri-la. A mãe de Justin estava ali, com algumas bolsas de lojas. Bethan a olhou, e sentiu-se ruborizar, Pattie a mãe do viciado segurou-se para não deixar o queixo cair, conhecia Bethan. Só não sabia que a amiga romena tímida e ingenua do sobrinho dormia com seu filho viciado.
- Pattie -Bethan sorriu encabulada dando espaço para a mulher entrar
- Olá querida -Respondeu-a entrando, percebeu o quanto o pequeno apartamento estava arrumado desde a ultima vez que o vira- Oque faz aqui?
- Há.. Hér .. Você não convéersa muito com o Justin não é ?
- Ele não conversa com ninguém -Ela deixou as sacolas encima do sofá e sorriu para menina- A quanto tempo estão juntos
- Eu não sei dizer se estamos juntos
- Ele conversa com você?
- Sim, pois -Bethan respondeu em um meio sorriso- Ele gosta de me ouvir fáalar
- Ele gosta de te ouvir falar? Meu filho gosta de te ouvir falar o meu filho grosso?
- A gente se acostuma com o jeito grosseiro dele
- Escute -ela aproximou-se de Bethan- Não sei oque tens com ele nem muito menos oque é pra ele mas , talvez você consiga ajuda-lo -ela pegou na mão da menina e sorriu- Eu venho tentando ter uma conversa com meu filho a quase um ano, e tudo que ele fez foi recusar ajuda e mal falar, mas veja o quanto você é especial pra ele pra ele gostar de te ouvi-la falar.
- Eu vou tentar
- Obrigado querida -ela beijou as mãos geladas da menina e olhou para as bolsas no sofá.- Ele não gosta que eu compre as coisas pra ele, mas esta chegando o inverno, diga que eu estive aqui?
- Tudo bem -ela também beijou as mãos da mulher e sorriu- Não se preocupe
- Obrigado querida. -E então a mulher foi, voltando pra casa pela primeira vez com o peito cheio de esperança, Justin estava com uma mulher que ele ouvia, e que era boa gente, conhecia Bethan a pouco tempo mas sabia que a menina faria bem. Seu coração batia forte, aquela poderia ser uma chance de muda-lo, ele ouvia alguém, depois da morte de seu pai, Bethan fora a primeira pessoa que Justin dissera que gostava de ouvir. Bethan soltou o ar que prendia no pulmão e pensou, ela tentava, tentava mesmo. Mas quando tratava-se de seus vícios, ele sempre irritava-se com ela. Oque a fazia ficar brava por dois dias, mas depois ele a buscava na faculdade e ela esquecia-se completamente daquilo, viciados um pelo outro, aquele vício era tolo, mas nem um conseguia conter.
- Que bolsas são essas? -Justin perguntou acendendo um cigarro, Bethan virou-se para ele e ofereceu-lhe um meio sorriso.
- Sua mãe -O respondeu indo para cozinha. Ele caminhou até as bolsas jogando o esqueiro em cima do sofá, soltou a fina fumaça do cigarro e prendeu-o entre o dedos enquanto abria as sacolas, eram casacos e calças novas. Ele deixou as sacolas de lado e caminhou até ela
- Oque ela disse? -ele perguntou-a puxando a cadeira para sentar-se a pequena mesa, Bethan abriu o armário e como esperado estava vazio.
- Pra dizer que ela estéeve aqui -falou e fechou o armário-
- Você fez café?
- Não, eu estou com fome vamos tomar café fora?
- To sem grana
- Eu pago
- Vai você
- Por favor Justin
- De lá você vai embora não vai? Então porque eu iria?
- Você não tem oitenta anos Justin, quando vai parar de agir como se estivesse cansado de mais pra tudo? Como se já tivesse vivido o bastante ?
- Eu não vivi o bastante pra sexo -ele soltou a fumaça do cigarro olhando-la com um meio sorriso brincando nos nos lábios rececados
- Mas viveu o bastante pra ir a cafeteria comigo? Ou ir ao cinema? Ou sei lá, outra coisa que te faça sair dessa merda de casa?
- Eu não vou ao cinema, não gosto de fazer essas coisas, e você sabia disso quando decidiu ficar comigo, então não fique me cobrando, Bethan. Eu não sou um merda desses caras da faculdade.
- Eu sei -ela gritou e encostou-se na pia- Droga eu sei, mas intenda que eu sou assim. Eu quero fazer coisas que não sejam apenas sexo e ficar bêbada no sofá, e ir a corridas
- Arrume outro que faça coisas que não sejam essas então. Caralho -gritou ele, brigavam o tempo inteiro, brigavam as vezes até sem motivos.
- Se você me mandar procurar outro, outra vez, Justin eu juro. Juro que saio pela porta e não volto nunca mais -Ela disse entre-dentes, ele não a respondeu apenas apagou seu cigarro e levantou-se
- Faz oque você quiser
- Babaca -ela rosnou passando por ele e saindo da cozinha
* * *
- Você sabe onde a Bethan esta? -Ele perguntou dois dias depois, após a lamentavel discussão a doce menina da romênia decidiu que precisa de algo que não fosse apenas o drogado, ela queria viver, queria ler, queria sair com as amigas, e com o viciado a fazendo desgostar daquilo ela nunca faria aquelas coisas. Um mês, um mês quase mudando-se para o apartamento dele, fazendo as mesmas coisas que ele, pareciam até um casal de velhinhos. Ela chegava do trabalho fazia café para ele, enquanto ele beijava o pescoço quente da menina. Depois eles tomavam café, ela o olhavam fumar seus cigarros, eles brigavam por algo fútil, ela pegava sua bolsa com os materiais, e saia batendo a porta. Ele aproveita que ela sai, e injeta heroína, as vezes fuma maconha, ou só bebe uma quantidade significativa de sízzurp, as vezes depois que o efeito acaba ele bebe alguns goles de vinho, fuma mais três cigarros e quando percebe esta na hora de Bethan chegar, alguns segundos antes dela chegar ele olha o relógio quando marcam 11:30PM. ela abre a porta, diferente de como fora para faculdade, ela fala sobre oque aprendera na aula, e sempre pergunta se ele se sente bem, e ele sempre diz "Estou calmo como um monge". E esta pelo simples fato de ter saciado os vícios, e então eles não discutem mais, ela faz oque tiver no armário para jantar, enquanto ele fuma um cigarro e lê os rascunhos dela que ela sempre pede para ele ler quando chega da faculdade, seu primeiro trabalho, seu primeiro livro. Ele lê, não gosta de ler mas por ele ele faz um bocado de esforço, depois ele fala oque acha para ele, elogia, as vezes não, mas ela gosta de como ele fala, então eles jantam. Sem brigas, sem discussões, só jantam um de frente para o outro a mesa, ou um ao lado do outro no sofá de frente para a Tv. Quando estão no sofá ela encosta-se nele talvez para que ele dê um beijo em sua bochecha ou nos seus cabelos, e diz algo que a agrede, mas ele nunca o faz. Ele acaba de jantar, toma outro copo de sízzurpe e vai pro quarto, ela arruma a cozinha e minutos depois o encontra sentado na cama encostado a cabeceira, as vezes ele só esta terminando o cigarro, as vezes ele esta lendo. Então ela passa por ele e vai tomar banho, e quando volta ele esta terminando outro cigarro, as vezes sem os rascunhos dela, as vezes ele acha os rascunhos tão interessantes que continua até ela deitar-se ao seu lado, então ele apaga o cigarro e fazem amor, se amam, se tocam se entregam.
Enfim, ela não queria que eles parecessem um casal de velhinhos... Um casal problemático de velhinhos, onde o o velhinho é viciado em inúmeras coisas e não consegue se controlar. Naquela noite após a faculdade ela decidiu sair com algumas pessoas da faculdade dela, conhecer pessoas novas também era bom, ela gostava daquilo. Porém seu jeito ingenuo e tímido a impedia de ter muitos amigos.
- A namorada é sua! -Exclamou James do outro lado da linha
- Ela não me atende, você praticamente mora na casa delas. -Murmurou- Você esta no seu apartamento ou no delas ?
- Elas saiu, ela a Amy e um pessoal da faculdade.
- Defina "pessoal"
- Homens também
- Acha que é um encontro
- Não confia no seu taco ?
- É claro mas já se passaram dois dias, ela sempre me perdoa depois de dois dias, ela nem vai de carro pra faculdade porque sabe que vou buscar ela e hoje aquela filha da puta não estava lá
- Você é um filho da puta, não ela -corrigiu-o James, Justin bufou, odiava demonstrar que se importava tanto com Bethan, por mais que ele se importava bastante - Oque você fez
- Ela quer fazer coisas de casais normais
- E oque de errado tem nisso?
- Eu não sou um cara que faz esse tipo de coisa, eu estou com ela, ela praticamente mora comigo, nós dividimos o banheiro, a comida, o vinho, o uísque, tudo. Oque mais ela quer? Eu nunca fiz essa merda com mulher nem uma.
- E eu acho que ela nunca teve de aturar um viciado na vida dela, acorda cara, todo mundo olha ela torto na faculdade, quando você vai busca-la é pior, acham que ela é viciada também, Amy me disse que um professor foi conversar sofre os riscos do abuso de drogas com Bethan. Cara, não olhe só seu lado. Não seja tão egoísta enquanto a ela, vai pedir desculpas, sei que não faz isso.
- Eu não a obriguei ficar comigo
- Cara, ela gosta de você, se ela fizesse metade das coisas que você faz com ela, você já teria desistido a muito tempo.
ATUALIZADA
Não era noite de corrida, ele ganhara dois mil e quinhentos dólares a cinco dias, e Bethan o fez jurar que ele não gastaria tudo para que pudesse ter dinheiro para as compras. Ele guardou, porém até aquela noite, sobravam-lhe quinhentas pratas no bolço. Não sabia o motivo mas sempre carregava seu dinheiro no bolço de trás da calça jeans surrada. Talvez fosse o medo de ser roubado, ou talvez fosse só o fato de que a qualquer momento ele iria querer gastar mais de quinhentos dólares em drogas.
Ele deixou a moto em meio ao monte de pessoas, e caminhou até o carro de Tom, as mulheres em volta do carro, algumas em cima da picape. Outras cheirando na parte da frente, era tudo meio explicito ali. Bebidas a menores de idade, drogas desconhecidas, o cheiro de maconha. As mulheres praticamento gritando o preço do programa como se fossem vendedoras de feiras. Para ele, aquilo era uma merda de um lugar inútil. Só frequentava porque se você não fosse a lugares inúteis em nova York você nunca sairia de casa. A vida é cheia de lugares inúteis e desnecessários.
- E ai Bizzle? - Tom o cumprimentou com um toque.
- Quatrocentas pratas de Heroína
- Wow -Tom arregalou os olhos- Só Heroína ?
- Sim, os cem é pra comprar o refrigerante e o xarope pro Sizzurpe -falou
- É muito bom, não é ? -Tom perguntou-o descendo do capo do carro
- Acho que tomo todo dia
- Parei de divulgar ele, até eu receber os xaropes pra vender mais barato aqui, porque se eu divulgo e o pessoal viciar, eu fico no prejuízo, sacou?
- Sei -Justin murmurou pondo as mãos no bolço
- Veio sem a namorada hoje ?
- Ela ta na faculdade
- A essa hora ? Abre o olho em Bieber -Ele riu e caminhou até a porta do carro, Justin não se movimentou, não gostava de falar sobre Bethan com ninguém, e não seria com um traficante que lhe vendia drogas que ele falaria- Uma princesinha daquela, muitos caras de Colarinho engomado devem cair em cima dela
- Confio no meu taco, Tom
- Se ela fosse minha, não a deixaria assim
- Mas ela não é, Tom -ele resmungou pegando as coisas da mão do sujeito e saiu resmungando enfiando as coisas no bolço do casaco e indo em direção a sua moto.
* * *
Ele espetou então pela terceira vez naquela tarde a agulha no braço, voltara a ter sangue e pus, quatro dias mais tarde voltara a parecer mais amostra. Não que quando Bethan estava lá ele parava, mas porque ela o distraía a maior parte do tempo, com sexo, seus rascunhos, e discussões. Sem ela naqueles últimos dias ele estava a ponto de quase morrer entupindo suas veias, Deus o amava tanto que livrou-o. "Calma meu filho, ainda não é a sua vez", talvez Deus dizia isso várias vezes a Justin lá de cima. Ele tirou a agulha do braço e tombou a cabeça para trás no sofá. Mal pode respirar e ouviu longas batidas na porta, preguiçoso que só, sem nem saber quem era gritou um "Entre". Passou pela sua cabeça a hipótese de que poderia ser Bethan, mas durou muito tempo quando ouviu a voz do primo
- Que merda você esta fazendo? -Perguntou-o entrando no pequeno apartamento, Justin levantou a cabeça para o olhar
- A é você -resmungou- Pode ir embora, eu achei que fosse outra pessoa
- A Bethan da chá de sumiço e você resolve de suicidar? -Ele disse olhando as siringas no sofá
- Isso seria muito estranho da minha parte, poderia me suicidar por tantas coisas, e você acha que eu me suicidaria por uma mera mulher ?
- Então oque esta fazendo
- Oque sempre faço
- Vim trazer um recado -James disse sentando-se ao lado de Justin
- Da minha mãe ?
- Não, da Bethan
- Há -ele suspirou e voltou a tombar a cabeça para trás no sofá-
- Não é exatamente um recado, é só que a Amy esta tentando convencer a Bethan de que ela deveria sair com Brad
- Quem é Brad ? Sua namorada merece ter a lingua arrancada Bethan não esta a venda -ele resmungou
- Ele é da turma da Bethan -falou e Justin o olhou- Ele sempre flertou com ela desde que ela chegou mas nunca passou do flerte. Agora ele esta irritado e querendo a Bethan de qualquer maneira porque não entende porque ela não o quis e quis você
- A Bethan faz oque ela quiser
- Ela é sua namorada cara
- Ela saiu, ela voltou pro apartamento dela, ela não me ligou, e quer saber? Eu não ligo.
- Você esta falando sério?
- Estou
- E se ela sair com ele ?
- Não ligo
- E se ela transar com ele?
- Mudaria meu conceito sobre ela
- Provavelmente ela vai
- Ela não faria isso
- Vai lá cara, valoriza ela porque ela não é uma dessas garotas que você sai, ela é uma mulher
- Eu não vou voltar lá de novo
- Quando você foi?
- Quatro dias seguidos porra, eu esperei até a meia noite em frente a merda da faculdade durante esses quatro dias, e eu estou cansado disso
- Espera ela no apartamento
- Não vou, cansei. Ela não pode simplesmente sair e esperar que eu corra atrás por uma simples briga -ele gritou levantando-se- Merda ela disse que não iria, disse que não era pra eu falar aquela merda de novo e eu como um cachorrinho não falei, e oque ela me da em troca? UM CHÁ DE SUMIÇO, eu não vou ligar, se ela quiser transar com esse almofadinha, que transe.
- Oque disse a ela ?
- Pra procurar outro -ele resmungou e acendeu um cigarro- Mas não era pra ela levar ao pé da letra
- Ela não procurou, é a Amy que praticamente a joga pra cima do Brad
- Se sua namorada fosse homem eu arrancaria os dentes dela
* * *
Tomou o ultimo gole que restava na garrafa de uísque, e olhou para o cara barrigudo a sua frente no balcão, o homem tirou a garrafa do balcão o olhou para o magricela viciado
- Chega por hoje né amigo? -murmurou, o homem sempre irritava-se com o magricela, sempre que ele não pagava dava-lhe uma bronca e o expulsava com os brutamontes. Porem via o quanto o magricela era sofrido, desde que Justin começara a sair com Bethan ele sempre os observava por trás do balcão, não por ser um psicopata ou algo do tipo, era porque mesmo não querendo ele sabia sobre aqueles que frequentavam seu bar. Tinha os motoqueiros que sentavam perto a porta do banheiro, tinha o Bill, um cara bem afeiçoado de barba feita e terno, que sempre sentava no balcão, e tomava uma dose de uísque, fazia a mesma careta, dizia o quanto aquilo era amargo e saia todas as noites, sempre as nove. Tinha os universitários como Bethan, que sentavam nas mesas de centro, pediam bebidas fortes e ficavam ali conversando sobre coisas desinteressantes da faculdade. Tinha Bob olho de vidro, ele tinha pouco tempo de vida desde que descobrira que tinha câncer, então passava a maioria do tempo bebendo e dizendo a qualquer um que senta-se ao seu lado no balcão oque ele queria fazer antes de morrer, ele só queria fazer, oque não queria dizer que ele iria ou poderia fazer. Tinha a Bonnie, uma stripper que sentava-se sempre no fim do balcão, ele sempre pedia uma dose fraca antes de ir pro trabalho, só o gordo careca atrás do balcão sabia que a pobre Bonnie só fazia aquilo porque era obrigada para sustentar as três irmãs casulas desde que a mãe suicidara-se e o pai fugira de casa, nova York não era lá muito boa quando o assunto era arranjar um emprego. Tinha também o velho Charllie, um velho escritor de bar, que não teve muito futuro, suas obras sempre eram recusadas para serem publicadas, nem uma editora o queria, talvez por ele não escrever oque querem ler. E varia dali as pessoas que o homem conhecia, assim chegando a Justin, um sujeito viciado em Heroína e agora em Sizzurpe, sempre calado, pede toda vez uma garrafa de Jack Deniels, e a bebe em menos de duas horas. Deita a cabeça no balcão, porem nunca vomita. Apenas dorme, não exatamente dorme, as vezes só deita, era um bêbado quieto, nunca fazia barulho. Nunca vomitava, tinha um estomago e um pulmão forte. Quando trás a namorada, é diferente, ele divide a garrafa com ela, moça de sotaque estranho, fala meio avoada. Eles conversam sempre, ela fala mais, enquanto ele a olha falar, parece até meio bobo enquanto sempre olha a menina falar, mas então quando ele fala começa a briga, o homem careca sempre ri. Parece até bonito, o magricela parecia-se com ele quando mais novo. Por pouco não sai tapas do casal bêbado, ele grita com ela, ela grita mais alto, ele bate na mesa, ela grita de novo. Ele a cala com um beijo, e ela derrete-se toda, depois que ele a beija ela sorri, e o gordo não escuta quando ela sussurra no ouvido do magricela "vamos terminar essa briga em casa". E então eles saem, não brigando, mas sim voltando a dividir a garrafa de uísque.
- Eu estou pagando -Justin murmurou seguido de um soluço- E eu quero outra garrafa
- Você quem manda -falou o homem. Justin atrapalhado fungou o bolço do casaco tirando um maço e um esqueiro do mesmo, tirou um cigarro do maço e voltou a enfiar no bolço, prendeu o cigarro nos lábios e após várias tentativas falhas conseguiu acender o esqueiro e acender o cigarro, ele soltou a fumaça e respirou fundo prendendo um soluço. Enfiou o esqueiro no bolço e escorou o cotovelo no balcão
- Oque esta fazendo ? -Perguntou-o um sotaque estranho, ele levantou os olhos para ver, tendo a visão embaçada dos olhos cinzentos da menina
- Ha você resolveu aparecer -ele resmungou
- Você já bebeu quanto?
- Porque se importa?
- Porque eu vi sua moto lá fora
- E daí?
- Você não vai dirigir assim
- Assim como? -ele soltou a fumaça do cigarro-
- Por favor -ela murmurou sentando-se ao lado dele- Vamos embora comigo
- Você transa com outros caras, some, me deixa esperando na frente da faculdade cinco vezes -ele soluçou fumaça- E quer voltar assim do nada querendo que eu vá com você?
- Eu não transei com ninguém
- Eu transei
- Oque você fez ?
- Você sumiu.
- Eu só precisava de um tempo, mas com certeza você não liga e só quer alguém pra levar pra cama
- Eu preciso de um tempo, vai embora
- Justin
- Vai
- Ok, eu ... eu não estou te entendendo, você transa com outras, você faz tudo errado e fica bravo comigo ?
- Você sumiu porra -ele gritou levantando-se e viu o homem por a garrafa no balcão, ele pegou a garrafa e jogou o dinheiro no balcão-
- Você não vai dirigir assim
- Você não é minha dona
- Ok, vou te levar pra casa no meu carro, depois o Travis vem buscar a moto
- Não preciso da sua ajuda
- Precisa sim, agora vem -ela agarrou-o pela mão jogando o cigarro do mesmo no chão e ele por mais que não quisesse deixou ela o levar, ela havia voltado, e ele não precisou ir busca-la. Mas mal ele sabia que mais uma vez estragava tudo.
* * *
- Calma a porta é pra lá Justin -Murmurou a moça o puxando para direita quando ele ia para esquerda. Ele tinha o braço por cima do ombro da menina, tropeçou nos próprios pés inúmeras vezes enquanto subia as escadas que quase foram ambos ao chão. Ela abriu a porta da casa e ele a puxou para dentro.
- Dorme comigo? -ele murmurou no ouvido da menina como se nada que falara no bar valesse
- Você precisa de ajuda -ela respondeu-o
- Não perguntei isso
- Vem vamos dormir
- Dormir? -ele soluçou risonho
- Você precisa dormir
- Ok -ele resmungou baixinho e ela o levou até a cama, deitou-o lá, tirou seus tênis. E com a ajuda dele tirou a camiseta. Ele a puxou para deitar-se ao seu lado, ela respirou fundo, e olhou nos olhos caramelados do magricela.
- Eu vou pra casa pela manhã
- Porque ?
- Você não tem concerto -ela sussurrou
- E daí? -perguntou-a e ela suspirou, tocou-o a face gélida com as pontas dos dedos
- Quando aceitei a sair contigo meus planos eram apenas uma semana, nós transaríamos de manhã no café, antes de depois do almoço, a tarde, e depois que eu chegasse da faculdade -ela deixou uma risadinha fraca escapar, estava confusa- E depois daquela semana você se cansaria de mim, mas eu também não ligaria muito porque fora bom, gostoso e marcante, e então voltaria a ter minha vida de antes sem problemas. Mas droga de uma semana passou para dois meses, ficou sem controle.
- Eu não havia pensado em você como um programa de uma semana, na verdade eu havia pensado em um programa de um dia só -ele sussurrou- Mas se você quer ir embora eu não vou te impedir
- Esse é o problema, eu não quero ir embora
- Puta merda -ele falou- Então fique
- Só se me prometer algo
- Oque ?
- Que tentara, tentara pelo menos um pouco.
- A parar de usar drogas?
- É -ela sentou no colo do viciado, ele de costas para cama e com a mente ainda distante, não sabia muito oque falava ou fazia, só estava feliz porque ela estava ali.- Eu não quero ir pra faculdade e encontrar-te tendo uma overdose qualquer dia
- É um passo muito grande -ele disse baixinho
- Eu sei, mas eu vou te ajudar
- Como? -perguntou, ela sorriu debruçando-se por cima de seu corpo e sussurrou no ouvido dele
- Shii .
Ele a beijou agarrando-o pelo queixo fino e liso, ela o beijou de volta, começara a movimentar seu quadril encima do dele, que a apertava a cada movimento que ela dava. Nem um cara da faculdade fazia com que ela se sentisse daquele jeito, nem uma cara a segurava a agarrava daquela forma, nem um cara a deixava estasiada como ele a deixava mesmo estando bêbado. Ele tirou o suéter rosa bebê de Bethan pelos braços quase o rasgando, os lábios quentes passeavam pelo pescoço da menina , enquanto ela agarrava-o pelos finos cabelos da nuca
- Por que você demorou tanto? -ele sussurrou contra o pescoço dela e ela puxou seus cabelos com força o fazendo tombar a cabeça para trás
- Não fale -ela arfou e ele a apertou as coxas- Só faça amor comigo
* * *
- ONDE VOCÊ ESTA? -gritava Amy do outro lado da linha, Bethan havia acabado de se vestir para ir para a biblioteca. Justin saía do banheiro de banho tomado, dentes escovados, cabelos molhados e boxer branca. Ele encheu sua xícara de café após acender um cigarro e olhou para Bethan, lembrava-se pouca coisa da noite passada, e aquilo o deixava irritado, Ela não devia voltar para ele logo quando ele não estava sóbrio. Quando ele podia esquecer-se do que disse, do que fez, e do que sentiu.
- Na casa do Justin
- Oque diabos faz aí?
- Nós conversamos quando eu chegar do trabalho Ok? Eu tenho que ir -ela desligou- Bom dia -falou para ele com um sorrisinho avoado, ele sentou-se a mesa
- Bom -respondeu-a soltando a fina fumaça do cigarro que brincava-lhe dentro da boca
- Temos que conversar
- Sobre oque?
- Nós, você
- Hun -murmurou enquanto tomava um gole do café, ela sentou-se de frente para ele, com a expressão diferente do que costumava ter.
- Você se lembra da minha condição para voltar ?
- Não.
- Bom -ela suspirou- Eu disse que só volto se você tentar mudar
- Mudar?
- Parar com as drogas
- Bobagens
- Não precisa ser assim, puf parou, mas do tipo que você vai maneirando, eu posso conseguir te colocar na clínica de reabilitação
- Acha que você é tão importante assim -Perguntou-a, ela se calou, o olhou calada, surpresa, não sabia que aquela seria a reação dele. Não sabia que ele diria tal coisa assim
- Eu.. hã -Ela passou a mão entre os cabelos escuros e levantou-se - E ontem?
- Oque aconteceu ontem?
- Eu sei que não sou tão importante pra você, mas intenda que isso não é por mim
- É por quem ? -ele tragou.
- Por você, seu babaca
- Não é tão fácil assim, Bethan
- Você precisa tentar
- Não vou te dar certeza
- então você vai?
- Não sei -ele murmurou soltando a fumaça do cigarro, e voltou a sentar de frente para ele
- Você é um babaca cretino que não aguenta ficar uma semana sem uma mulher, eu não esqueci oque disse ok?
- Oque eu disse?
- Você transou com outras mulheres
- Eu estava só procurando alguém que pudesse fazer um café igual ao seu
- Pelo visto não encontrou
- Não
- Eu tenho que ir
- Ok
- Mas você esta esta quase nu na minha frente -ela sussurrou chegando mai perto do rosto do magricela. Ele sorriu com o canto direito do lábios
- E você esta de saia -falou deixando a xícara em cima da mesa e apagando o cigarro no cinzeiro.
- Eu vou me atrasar
- Cinco minutos a mais cinco minutos a menos, quem liga ? -ele respondeu-a e então a beijou. e lá estavam eles pela manhã fazendo amor, tirando as coisas da mesa a usando como cama.
***
Eram três da tarde quando o magricela aparecera de jaqueta de couro na livraria onde Bethan trabalhava, o motivo era que sua mãe havia levado suas antigas roupas que ficavam em seu quarto. Aquela era uma livraria pequena comparada as outras da cidade, porem não deixava de ter uma cafeteria ao lado, Justin sorriu enquanto via Bethan atrás de um balcão, olhando o computador enquanto falava com um homem a sua frente, provavelmente era um cliente, pois ele aparentava ter lá pros seus 50 e tantos anos.
- Hey -Ele pigarreou e ela o olhou, ele encostou o cotovelo no balcão, estava bonito.
- Oque faz aqui? -Perguntou-o enquanto enfiava dois livros em uma sacola marrom. Ela olhou para o homem e sorriu docemente- Obrigado senhor Will, aviso quando chegar seu pedido
- Obrigado querida -ele disse seguido de uma tosse nervosa, Justin o olhou enquanto o dava as costas
- Estava passando aqui por perto.
- Resolveu procurar um emprego
- Eu trabalho uma vez na semana pra ganhar dois mil dólares, qual emprego pagaria mais por menos de duas horas?
- O problema é que isso que você faz pode te matar ou causar acidentes, e não é um trabalho descente
- Quem liga?
- Eu -ela murmurou e ele sorriu, mas tirou a atenção dela olhando em volta
- Eu sou um cliente você poderia me mostrar a livraria?
- Ha, claro. Oque pretende comprar ?
- Você
- Eu -ela deu uma risadinha- Eu sou um livro nada procurado, sai até das pratilheiras porque não ninguém quer me ler
- Eu leio
- É trabalhoso
- Tudo é trabalhoso -ele falou e ela deu a volta no balcão o acompanhando para entre as grandes pratilheiras, cheias de livros esperando para serem lidos.
- Você já transou em uma livraria ? -ele perguntou-a, ela o olhou sentindo as bochechas queimarem
- Dá, não
- Achei que diria isso
- Ninguém faz isso
- E você não gosta de ser diferente de todo mundo?
- Isso é ser maluco, não diferente
- Eu transaria
- Veio aqui só pra isso? -ela riu enquanto passavam por um corredor de livros, na sessão de poesias.
- É que eu estava indo comprar cigarro e vinho e resolvi vim te visitar
- E me convencer a transar em um corredor de livros?
- Não seria uma má ideia
- Oque você fumou?
- Eu tomei sizzurpe antes de sair de casa, mas nada de mais
- E isso te deixa exitado -ela parou de andar olhando-o
- Você me deixa exitado cada vez que te vejo com esses suéteres estranhos -ele imprensou-a contra uma pratilheira de livros, e ela respirou fundo
- É uma tara meio estranha
- Te deixa com um ar inocente, e eu a toda momento quero que você com essa voz e jeito e inocente sussurre meu nome
- Dá, para vai. Aqui não. tem gente sentado na cafeteria
- E daí?
- E daí que eu não sou atriz porno
- Ok -ele afastou-se e olhou para o fim do corredor, havia uma porta ali - Oque é aquilo?
- Um quarto onde guardamos as caixas
- Já temos um lugar -ele disse pegando em sua mão.
* * *
- Voltou com aquele merda? -Amy perguntou a Bethan, havia acabado de chegar do hospital, Bethan havia chegado um pouco mais cedo e preparava o jantar
- Como sabe eu sai com o Jake, e eu estava prestes a ir para casa dele quando vi a moto do Justin parada em frente ao bar, -ela escorou-se na pia e olhou para amiga meio amuada- Juro que quis deixar de lado, mas só em pensar que aquele idiota iria subir naquela moto bêbado me embrulhava o estomago, eu disse ao Jake que precisava entrar no bar, ele fez uma seninha, e eu disse que era pra ele descer da merda do meu carro e que ele não precisava me ligar, e fui ver o Justin
- Vocês voltaram ? -Amy a interrompeu
- Acho que sim
- Você disse que ele era um passa-tempo
- Eu sei -ela suspirou- Mas é como eu disse, ele é como se fosse Nova York, mesmo não querendo eu me apaixonei, a grosseria parece fazer com que ele seja único, porque ele é um ogro mesmo assim as vezes é um tanto doce -ela sorriu- Ele me faz bem, Amy. Eu me sinto quente, viva, e nesses últimas dias perecia que estava faltando algo, e ontem eu percebi, faltava ele, faltava a ironia, faltava o cinismo, faltava as brigas pela manhã, faltava o sexo no final da noite, faltava ele sendo grosso, faltava ele resmungando do som alto, faltava ele elogiando o meu café ruim, faltava ele sendo idiota, faltava ele com seu humor negro, faltava ele com sua garrafa de vinho, e seu cigarro entre os dedos
- Você esta encrencada -Amy murmurou
- Eu sei
- Tantos caras legais e você se apaixona pelo viciado grosseirão.
- Eu só queria ajuda-lo
- Se apaixonar por ele o ajudou em que ? James escondeu de mim, mas eu sei que ele transou com outras durante esse tempo, sei que ele não ligou, não fez questão de vim atrás de você, porque ele não esta nem ai pra você, Bethan. Você pode não o tratar como um brinquedo sexual, mas é oque você é pra ele, apenas uma que ele se diverte depois de se drogar, apenas um passa-tempo, você é o brinquedinho dele, Bethan. E você fez a coisa mais estúpida da sua vida quando aceitou entrar na vida dele
- Eu sei -Bethan suspirou, porem ela lá no fundo sábia de tudo aquilo, ela não era tão importante pra ele a ponto dele ligar, dele procurar ou se enciumar, ele mesmo disse a ele que esteve com outras, mas aquilo não a abalava, ela era mulher feita, de inocente só o sotaque, a voz e o rostinho bonito. Ela sabia oque enfrentava, mas telo todas as manhãs era bom, mesmo que ele não demonstrasse que se importava com ela.- Mas nem sempre eu posso acertar não é -Bethan sorriu, e ouviu a campainha tocar, das duas uma, ou era Justin, ou era James, mas James tinha as chaves, quase nunca usava a campainha
- Eu atendo -Amy disse saindo da cozinha, ao abrir a porta dera de cara com o viciado, o rosto coberto de sangue, as roupas meio sujas, mas ainda assim com um cigarro entre os dedos. Não passavam das dez, e o viciado já estava todo fodido.
- Deus do céu, oque aconteceu com você ? -Amy perguntou boquiaberta
- A Bethan chegou da faculdade? Eu passei lá e ela não estava -ele murmurou entrando no apartamento
- Ela esta na cozinha -falou, ele assentiu e ignorou qualquer palavra que ela dizia enquanto caminhava até a cozinha. Ele puxou uma cadeira e sentou-se na mesa, Bethan o olhou com os olhos arregalados. Amy revirou os olhos e fora para o quarto
- Oque aconteceu com você? -ela perguntou puxando uma cadeira para sentar-se a frente dele
- Briga de bar
- você os deixou bater em você de novo, Justin -ela perguntou como uma mãe preocupada, o tocou a face com as pontas dos dedos, os lábios rachados, o olho direito meio roxeado e inchado, havia sangue que brotou de seu nariz pelo céu casaco, e o canto de sua boca sangrava
- Ar -ele gemeu afastando seu rosto dos dedos de Bethan
- Oque você fez ?
- Fui tentar defender a Bonnie de uns babacas, e eles me deram uma surra daquelas -ele sorriu sem humor
- Quem é Bonnie?
- Uma stripper que sempre esta lá no bar, já levei ela pra cama antes dela virar stripper -Ele falou soltando a fumaça do cigarro, Bethan, o olhou com os olhos semi-serrados e respirou fundo
- Você briga por uma Stripper e depois vem pra minha casa pra eu cuidar dessas merdas ? -ela murmurou, ele sorriu
- Não fique com ciumes, isso foi na época de escola, ela era uma garota legal, fazia meus deveres de casa por dez pratas -ele soltou a fumaça do cigarro novamente, ela não o respondeu-
-Você a defendeu ? E porque ela não te levou pra casa dela, hem? Porque ela não cuidou de você ?
- Qual é, Bethan? A namorada ciumenta não faz seu estilo.
- Não estou com ciumes, só que você defendeu uma prostituta, e depois veio pra minha casa, isso foi ridículo
- Ela não é prostituta -ele revirou os olhos- É stripper, ela só dança naquela coisa lá
- Porque você a defendeu? Ela não é muda, ou é?
- Ha, Bethan. Quer saber de uma coisa? você não fica bonitinha com ciumes -ele murmurou e se levantou
- Pra onde você vai?
- Seus ciumes esta me deixando com dor de cabeça -ele disse dando as costas-
- Você sempre estraga a merda toda não é? Você acabou de estragar um dia de reconciliação com direito a sexo em um lugar publico, jantar, e sexo a noite toda. Mas você preferiu ser grosso, idiota, estúpido, babaca, e defender uma stripper e estragar tudo.
- Você tem razão -ele deu-se por vencido e voltou a sentar-se do lado da menina de sotaque estranho, apagou o cigarro no cinzeiro em cima da mesa e suspirou- Não sei se você percebeu mas você acabou de falar todas as minhas qualidades.
- Eu não achei nada engraçado, vai embora.
- Qual é, Bethan? Nós acabamos de voltar, eu acabei de chegar, andei muito, não quero ir embora mancando, esta doendo pra caralho
- Vai pra casa da Bonnie, vai lá. -ela se levantou, ele sorriu e agarrou em seu braço a puxando para sentar-se em seu colo, o impacto não fora lá muito bom, ele gemeu de dor, e agarrou-a pela cintura
- Quer saber como é beijar um vampiro? -ele sorriu
- Oque ? -ela murmurou, ele subiu sua mão até o pescoço da moça e a puxou para um beijo, com direito ao gosto meio metálico do sangue e cigarro.
- É horrível não é ? -ele riu e ela o acompanhou-
- Você é um grande babaca -ela se levantou e saiu da cozinha, ele não entendeu porém nem teve tempo de pensar o porque da atitude repentina da moça, porque ela voltou com uma toalha meio molhada, voltou-se a sentar de frente para ele, e passou a toalha em seu olho direito, depois em seus lábios. Ele gemeu resmungando algo
- Não resmungue, não seja um velho agora, eu estou fazendo isso mas não quer dizer que eu tenha que escutar as merdas que você diz a cada cinco minutos
* * *
- Eu ainda não sei oque ela vê naquele cara, ele é um drogado que dorme com qualquer mulher que encontra no bar, que não faz nada da vida -Resmungou Brad para James, que estava sentado ao seu lado no sofá, Brad realmente queria algo com Bethan, ele era a versão masculina de Amy. Pensava desde que vira Bethan pela primeira vez, em tela, até tinha planos pros próximos futuros anos.
- Ele só precisa se encontrar -James o defendeu
- Não o defenda, James -Brad o interrompeu dando um gole no uísque, fez uma cara típica de quem não gostou e continuou a resmungar- Ele some, e depois volta de madrugada pra leva-la pra uma merda de bordel ao ar livre, e ela simplesmente vai, dorme com ele, eles brigam, ela conversa comigo os dias que eles estão brigados, depois ele aparece e ela finge que eu não existo
- Ela conhece uma parte dele que só eu e a mãe dele conhece,Brad, ele não é tão babaca assim
- Já disse que não é pra defender esse Babaca, James. A Amy me disse que ele traiu ela nessa ultima semana, que merda, James. E ela não quis nem ao menos me beijar
- Cara eu acho melhor você tentar outra, a Bethan ela não é como você e a Amy, ela esta começando um livro, ela quer mais do que ser só uma pessoa com um plano pro futuro, ela veio pra cá, pra cursar letras, você sabe o quanto isso é uma merda? Que emprego você acha que ela vai arranjar com esse tipo de formação? E você acha que ela liga cara? Sabe porque ela não liga? Porque ela estaria feliz se escrevesse em uma coluna no jornal e recebesse uma micharia, porque ela ficaria feliz por viver uma noite de cada vez, por sei la, fazer alguma merda, e ter oque contar aos filhos, ou netos, ou oque escrever, eu acho que é por isso que ela quer ele e não você, porque você é uma certeza e ele uma incerteza, Brad, eu sei la, não sei tudo sobre ela, mas já convivi o bastante com aquela romena pra saber oque ela quer da vida, e sinceramente, tudo que ela quer, é escrever os contos dela, tudo que ela quer é uma incerteza do futuro, como se ela fosse uma metamorfose ambulante, ela não quer ser como você e a Amy que tem esse tipo estranho de nostalgia de planejar o futuro. E é por isso que eu acho que é uma perda de tempo sua, se perguntar o porque que ela prefere o drogado e não a você, porque que ela quer transar com ele e não com você, sei la, você pode acha que ela é pra você, mas talvez é só porque ela é assim, tem essa ingenuidade que encanta, mas cara não se iluda com a ingenuidade dela. As vezes sei la, la no fundo, ela só se identifique com ele, e isso quer dizer que ela nunca vai querer ficar com você -Ele murmurou e bebeu um gole do uísque, mal ele sabia que conhecia tanto da colega de quarto da namorada.
- Você é um ótimo amigo, James -Brad riu-se irônico-
- Só estou dizendo a verdade, é perda de tempo. Aquela não larga o viciado tão cedo
* * *
- Você parou de escrever? -Ele perguntou a ela, era uma tarde de sabado, ambos deitados na cama após o sexo demorado de reconciliação, ela tinha a cabeça deitada no peito magricela do rapaz, e desenhava círculos imaginários no mesmo.
- Não -ela falou- Só estou com alguns bloqueios pra terminar aquela história
- Comece outra
- Não é assim que funciona
- É claro que é Bethan, é como ler um livro, se você não gostou de um, feche-o, jogue pela janela, a tantas palavras que esperam para serem lidas em outros, e no seu caso a tantas palavras para serem escritas
- Você não gosta da minha história não ? -Ela sorriu amuada e levantou a cabeça para olha-lo-
- Eu não sou lá uma das pessoas mais apropriadas para você perguntar isso, eu nunca peguei em um livro
- Então porque acabou de me dizer tudo isso ?
- Eu li isso em algum outdoor -ele riu, ela o acompanhou
- Você é tão gentil as vezes -ela voltou a abaixar a cabeça e a fazer círculos imaginários na pele do magricela
- Nós acabamos de transar, deve ser por isso
- Aí você volta a ser grosso -ela murmurou, ficaram em silencio por um longo tempo, ele não disse nada, ela não disse nada, ele apenas a queria ouvir respirar, e o tocar, ela apenas queria toca-lo e pedir a Deus que houvessem mais momentos como aquele. Como se ele não fosse um viciado problemático.
- Porque você é assim ? -ela perguntou
- Assim como?
- O James me disse que você era o típico paquerador de colegial, que encantava as garotas com musicas, que tirava notas boas, e nunca fazia nada de errado
- Eu era um moleque mimado, um almofadinha como ele.
- Sabe oque eu acho? -ela levantou os olhos para ele-
- Oque?
- Que se você não fosse como é eu não me interessaria por você
- Eu sempre fui bom de cama então você se interessaria por mim, sim -eles riram, ela passou a perna por cima da cintura desnuda dele e sentou em seu colo, os seios redondos rosando no peito do magricela, a boca dela se abriu em uma gargalhada gostosa na bochecha dele. Quando ela gargalhou, ele por um instante quis rir também, mesmo que aquilo não fosse lá tão engraçado, mas era só porque a gargalhada dela era gostosa e estranha ao mesmo tempo, aquela gargalhada que te faz querer rir também, aquela gargalhada que você para e pensa fudeu, eu amo essa mulher.
- Me prove -ela parou de rir deu-lhe um selinho estalado e se levantou.
- Pra onde você vai ?
- Fazer café -ela disse saindo do quarto, ele sentou-se ainda nu, pegou um cigarro e o esqueiro encima da mesinha ao lado de sua cama, e acendeu o cigarro, puxou todo ar que havia naquele pulmão fodido e o soltou. Naquele momento ele sabia que tudo se complicaria, ele não era de guardar amores, não sabia como faze-lo, e quando eles queriam ir, ele simplesmente deixava. E com Bethan não seria diferente, ele não saberia agir de forma que ela ficasse. Ele estava perdido, meio desnorteado, o vício que ele tinha por aquela mulher de seios redondos acabaria por lhe matar, teria uma overdose de amor sentado no sofá. E se ela fosse embora? E se ele não mudasse? E se tudo desse errado dali pra frente? Em sua cabeça cansada, tudo se resumia no "E se?"
Ele sentado a mesa fumava seu cigarro pensativo, desde que mudara-se da casa de sua mãe ele nunca fora lá daqueles que pensava sobre essas coisas, era tudo perda de tempo, pensar no "E se", pensar no futuro lhe deixava nostálgico, não tinha noção do que estava por vir do futuro.
- Quantos anos você tem? -ela o perguntou, após olhar a aguá que esquentava no fogão. ele soltou a fumaça do cigarro, e deixou que a ponta caísse no cinzeiro
- 23
- E a quanto tempo se mata?
- Oque? -ele a olhou, ela sorriu com o canto dos lábios secos
- A quanto tempo se destrói assim ? -ela apontou para os braços com marcas de sangue e agulhas
- Isso não é se destruir
- Você é um cara inteligente, Justin. Não faça com que eu ache ao contrário, e então a quanto tempo?
- Você e suas perguntas de merda estragam o dia
- Só estava tentando saber mais sobre você
- Essas perguntas são irrelevantes
- Eu não deveria saber ?
- Não.
- Porque?
- Porque não.
- O.k -ela suspirou e se levantou, fez o café e o pois em uma xícara para ele e para ela a mesa. ele continuou em silencio, ainda irritado por viciar-se naquela maldita mulher, que provavelmente o mataria mais rápido que heroína.
- Hoje tem corrida -ele falou
- Quanto vai ganhar?
- Sete mil.
- Esta devendo algo?
- Algumas coisas
- E se você perder ?
- Eu não vou perder
- Um dia sua sorte acaba
- Não acaba, porque não é sorte
- Você deveria arranjar um emprego melhor
- Se eu tivesse um emprego melhor você não transaria comigo, você prefere os vagabundos, pra que eles te deem prazer e depois você os bagunça, bagunça a casa, o quarto a vida, e depois quer muda-los, é por isso que você esta aqui
- Por favor, eu vou fingir que você não quis começar uma briga.
- É oque você sempre faz
- Vai a merda, Justin -ela levantou-se indo para o quarto, não passou dez minutos e ele terminou seu outro cigarro que acendera e mais uma xícara de café. Ele fora a procura dela. No quarto ele vestia a roupa que viera, ele passou por ela e pois uma boxer, sentou-se na cama apagou o cigarro no pequeno cinzeiro que havia na mesinha ao lado da cama e a olhou amarrar os cabelos
- Vai embora?
- Eu não vou correr com você de novo
- Por que?
- Não quero ir para bordel ao ar livre, hoje
- Você voltou ontem -ele murmurou- Por que merda vai embora hoje? Amanhã é domingo, bethan
- Não vou te esperar enquanto você come uma vadia ou defende uma stripper -ela murmurou,e sentou-se ao seu lado pondo os sapatos.
- Comi você o dia inteiro, eu não quero comer mais ninguém -ele disse virando a face para ela, o topete bagunçado por cortar, a barba mal feita, o fazendo ficar charmoso ao ver dela, não era algo muito inteligente a se dizer, mas aquilo deveria soar pare ele como "Eu passei o dia com você, e nem assim saciei o vício que tenho por você"
- Isso não foi uma coisa muito boa de se dizer. Acho que somos namorados, não parceiros de sexo
- Por isso que estou dizendo que não quero comer mais ninguém
- Oque você realmente quer, Bieber ? -ela terminou de calçar os sapatos, e virou-se para ele. Ele comprimiu os lábios, e pensou por um tempo
- Eu não sei, só sei que não quero que vá embora agora
- Eu não quero passar a noite brigando
- Podemos passar transando.
- Não quero isso também
- Então oque você quer ?
- Agora você se importa com oque eu quero?
- Diga logo.
- Eu quero conhecer coisas novas.
- Tipo?
- Não sei, entrar em um prédio publico e subir até o topo dele quando ele estiver fechando, e lá do terraço ter a visão perfeita das estralas. Eu sempre quis fazer isso desde que vim pra cá, talvez quem sabe roubar um mercadinho, ir ao parque de madrugada para o nascer do sol. -ela suspirou- Essas coisas sabe?
- Quer fazer isso hoje?
- Quero -ela sorriu
- Podemos transar lá no terraço?
- Se conseguirmos entrar lá
- Isso é o de menos -ele sorriu
- Fechado
- Segundo lugar publico, você esta se tornando uma moça muito rebelde, Bethan -ele riu-se, ela o acompanhou pondo as mãos no joelho, seguido ela suspirou- Vai ficar?
- Vou
- Legal, só não estrague tudo com tuas perguntas
- O.k -ela levantou-se, ele acendeu um cigarro . E a viu ir para a cozinha, ele esperou a mesma sair, caminhou até a gaveta. tirando da mesma sua siringa já cheia, e a corda, amarrou-a no braço, sentindo-o prender o sangue naquela região, e espetou a siringa ali injetando o liquido, e voltava a ter sangue e pus nos braços do magricela. Ele jogou a siringa de volta na gaveta, esperou alguns segundos, e tirou o laço do braço, tragou seu cigarro, sentindo-se tranquilo, e talvez meio alegre por Bethan ficar. Ele só sentia-se assim naquela parte do dia, só se sentia bem, naquela parte do dia, quando saciava-se do vicio. Um vicio que sempre o fazia perder Bethan. E um vicio que sempre a fazia voltar. Talvez esse era um dos motivos pelo qual ela sempre voltava. Ela tinha um bocado de medo, medo de perde-lo para o vicio enquanto ela estava fora, medo de não conseguir ajuda-lo. Ele levantou-se da cama após alguns minutos e fora a caminho da cozinha, parando pouco antes de chegar na mesma, no corredor, ele ouvia a voz de Bethan, falava ao telefone com alguém
- Eu não quero sair com você de novo, Brad -ele dizia impaciente.- Porque eu não quero... Eu não ligo para oque você pensa sobre ele... Não Brad, eu não vou... Como assim me esperar ? Eu não quero que me espere... Deus do céu você só pode estar ficando louco... Mudar ? Você esta se ouvindo , Brad? Você não pode querer mudar por mim.... não, não... Brad, você é você, eu não quero que você seja ele... Ninguém é perfeito Brad... Você não precisa ser um idiota para que eu goste de você... Ele é idiota eu sei, ele é um cretino, mas você não é ele. E droga para de me ligar, porque eu não quero te magoar ... Desculpe... Isso não foi uma escolha entre você ou ele... Quer saber, Brad? Vá se ferrar e não me ligue mais... Oque te importa se eu estou na casa dele ?... Vai se ferrar Brad... Ok eu vou mesmo... Você também esta precisando ferrar... Você me irrita... Vai se danar seu imbecil... Foda-se... Tchau -ela gritou, ele fumou seu cigarro e então entrou na cozinha, não era muito de bisbilhotar, mas quando se tratava de Brad, ele sempre estava atento.
Ela apertou o celular, suspirou e logo após o enfiou no bolço de trás da calça. Ele soltou a fumaça do cigarro e sentou-se na cadeira.
- Você ouviu muita coisa ? -Ela perguntou-o, ele deu de ombros
- O suficiente pra saber que sou um imbecil, idiota, cretino e que eu acho que você me odeia -ele riu-se amuado, não muito era de se importar por ela dizer aquelas coisas, afinal era verdade, ele era tudo aquilo e mais um bocado.
- Quase isso -ela também deixou uma risadinha amuada escapar, sentou-se ao seu lado e suspirou
- Brad é o cara que você transou?
- Eu não transei com ninguém, e eu já disse isso a você
- Então oque esse babaca quer?
- Ele acha que eu só estou com você por diversão, e que algum dia eu vou me cansar de você e da sua estupidez e vou correndo pra ele, que é firme, sólido, e que será um bom marido -ela murmurou- Ele esta certo em uma coisa, e você sabe que é verdade
- Oque ? -ele a olhou soltando a fina fumaça do seu marlboro vermelho
- Você sabe -ela suspirou- Não que você seja uma diversão, mas ninguém iria querer viver pra sempre assim, com medo
- Medo de que?
- Do seu vicio.
- Eu já disse, eu não vou te prender na minha cama, na minha casa ou na minha vida, tudo aqui esta ao seu critério.
- Você nunca faz questão de nada não é? -ela suspirou- A não ser da suas drogas
- Não começa.
- Mas é Justin, você nunca faz questão de nada, sempre repetindo que a mesma coisa de que "eu não vou te prender aqui"
- Oque você quer que eu diga porra? -ele gritou- Quer que eu seja um babaca que emana ciumes, e repita o quanto eu te amo e fale sobre ter filhos com você?
- Você é um imbecil -ela levantou-se outra vez, mas decidida de que iria embora, era a mesma coisa todos os dias, eles brigavam, ela não ficava brava por muito tempo, e então voltava. Mas e os planos para ver as estralas ? Seria adiado ? Assim como os planos de parar com as drogas? Ele levantou-se, apagou o cigarro no cinzeiro encima da mesa e fora atrás dela, que já estava no corredor, a bolça sobre o ombro e as chaves de seu carro nas mãos.
- Você disse que iria ficar -ele disse pausadamente, talvez com um pouco de dificuldade. Pedir que ela ficasse iria contra tudo que ele dizia para ela sobre "eu não vou fazer você ficar"
- Claro, até você estragar tudo.
- Qual é, Bethan -ele agarrou-a pelos cotovelos levemente.- Só hoje, não seja chata, não leve oque eu falo tão a sério, não leve tudo tão a sério, vamos deitar, ouvir suas musicas ruins e tomar um bocado de café. Se toda vez que discutirmos você quiser ir embora, isso nunca vai dar certo, você sabe -ele a empurrou delicadamente contra a parede, os grandes olhos dela fitavam os lábios rachados e os olhos roxos ainda um pouco inchados da briga. - Eu sou um idiota, cretino, babaca, imbecil e sempre faço tudo errado. Eu só não entendo porque você ainda se surpreende comigo
- Vamos deitar ? Ouvir minhas musicas? E tomar café ? -ela sussurrou, ele balançou a cabeça- Você percebeu que acabou de me fazer ficar ?
- Acho que sim
- Por que?
- Eu ... Eu... -ele gaguejou, suspirou e então sem coragem não disse oque queria dizer realmente- Gosto da sua companhia.
- Só isso?
- Oque mais você quer que eu diga?
- A verdade
- Você esta me pressionando a dizer algo incerto senhorita, Bethan.
- Tudo bem, vamos deitar e ouvir um pouco de Jazz -ela sorriu, beijou os lábios ressecados dele e saiu de seus braços - Vamos mudar o café para o vinho, vá pegar o vinho eu vou por a musica -Ela mudava de humor como uma pessoa que sofria de transtornos bipolares, era como se aquela conversa nunca tivesse existido, e ela nunca estivesse prestes a ir embora do pequeno apartamento dele. Ele balançou a cabeça desacreditado, e suspirou. Ouvindo segundos depois o Jazz romeno de Johnny Raducanu tocar, em um tom um tanto alto. A melodia daquele Jazz romeno sempre o deixava um bocado amuado, ela realmente era a combinação de um tanto de tudo, era raro uma mulher na faculdade gostar de Jazz, era raro ele conhecer uma mulher inteligente o suficiente que o fizesse até calar a boca.
* * *
- Vocês viram a Bethan ? -Perguntou Monica as amigas, eram dez da noite, as quatro estavam no bar, onde sempre iam aos domingos, para beber, conversar sobre os trabalhos da faculdade, sobre seus namorados e sobre coisas fúteis. Katherine, Monica, Ana e Amy pareciam irmãs gemias, na aparência e também no pensamento, eram tudo oque todos sempre achavam ser correto. E entre aquelas cinco amigas, somente Bethan pensava e agia diferente daquilo que as outras quatro pensavam e pregavam.
- Ela esta com o viciado -Respondeu Amy em um tom condescendente, dando um gole na cerveja.
- Eles voltaram ? -Katherine e Ana perguntaram juntas
- É -Amy respondeu
- E sera que ela esqueceu que nós marcamos hoje?
- Ela deve estar ocupada de mais bebendo vinho barato com ele naquele sofá, ou transando. -o tom condescendente dela continuava
- Hu -Monica murmurou levantando as sombra-celhas
- Ele é bonitinho -murmurou Ana avoada, pensando alto de mais
- Ele é um drogado vagabundo Ana, aquilo não tem nada de bonitinho -disse Amy
- Ela mudou -Falou Katherine concertando sua jaqueta.
- Acha que ela esta se drogando também ? -Monica murmurou .
- Não, claro que não, oque eu mais vejo ela falar sobre isso é, eu tenho que arranjar um jeito de ajudar. Então ela não seria burra de entrar nessa
- Ele deve ser bom de cama -Novamente Ana pensava alto e dizia sem pensar, Katherine, Monica e Amy a olharam como se ela estivesse dizendo a coisa mais idiota que pudesse ser dita, ela encolheu-se e deixou uma risadinha sem jeito escapar- Oque foi gente? Pra ela mudar assim, ele deve ser ótimo de cama, do tipo muito ótimo, que a faz ter vários or...
- Cala a boca, Ana -Katherine a interrompera, Monica guardou uma gargalhada para ela.
- Talvez -Amy concordou- Deus, eles fazem muito barulho.
- Do tipo? -Ana perguntou, parecia até interessada de mais no magricela, oque não era lá muito normal-
- Por azar a parede do meu quarto é um pouco fina, e quando ele dorme lá, é um completo saco, eles parecem que estão praticando algum tipo de esporte encima da cama.
- Uau -murmurou Ana
- Mesmo se ele for bom de cama, ele continua sendo um viciado babaca. Essa semana ele chegou lá em casa todo machucado, e pudi ouvir ele dizer la do quarto que o motivo foi porque ele defendeu uma stripper com quem ele dormiu de uns caras no bar
- Oque ? -Perguntou Ana descrente
- Como? -Perguntou Katherine boquiaberta
- E ela fez oque? -Monica perguntou.
- Ela não fez nada. Ela não gritou, não mandou ele ir embora, não fez exatamente nada
- Não acredito -Ana deixou o queixo fino cair
- Isso sim é um babado -Monica
- Por que ela é tão boba enquanto a ele ? -Perguntou Katherine
- Ela o ama
* * *
- Você tem certeza que é seguro? -Ela perguntou pela terceira vez quase chegando em um dos grandes prédios que formavam aquela formosa cidade. Em um beco eles desciam da moto, ele vestia um casaco moletom qualquer que pusera para se proteger do frio, e ela jaqueta jeans por baixo de um suéter rosa fechado. A coragem da menina de sotaque estranho finalmente viera depois de alguns goles do vinho barato que restava na geladeira dele.
- Claro que tenho -ele respondeu, agarrando-a pela mão gélida-
- E se formos péegos ? E se formos presos ?
- Isso não vai acontecer
- Tem uma gráande porcéentagem de chances de isso acontecer, Justin. -Ela abaixava o tom a cada paço que dava para perto do prédio. Ja na rua indo para entrada da frente.
- Nós não vamos ser pegos -ele tornou a dizer, ela respirou fundo, um bocado entusiasmada. Na porta de entrada do prédio parecia que estava abandonado, não havia ninguém ali, apenas a cabine de segurança, com uma TV pequena ligada. Sem nem um sinal do segurança que liberava a entrada para o prédio. Justin pois o dedo indicador nos lábios fazendo um barulho baixo para Bethan "shii". Ela balançou a cabeça nervosamente, deitaram no chão e passaram sobre a brecha que havia ali que dava de entrada para o prédio. Ele se levantou voltou a agarrar Bethan pela mão e a guiou para o caminho do elevador. Deus do céu, ele odiava escadas, cansava-o por inteiro, seu corpo estava velho de mais para subir doze lances de escadas. Entraram no elevador em silencio, qualquer barulho que Bethan fazia, a fazia pensar que ela seria pega e iria presa por invadir uma propriedade privada.
- Você esta bem ? -ele perguntou a ela sentindo o suor nas mãos geladas da menina.
- Se eu for presa, por favor pode dizer pros meus pais que eu os amo? -ela sussurrou ele riu-se, e a olhou por alguns segundos, e então pensou consigo "droga, eu a amo". Não era lá uma grande descoberta, mas era um grande passo admitir para ele mesmo que amava alguém, quase impossível, seria um passo maior ele dizer a ela, oque provavelmente não seria como admitir para ele mesmo.
- Não seja medrosa Bethan -falou
- Tem um segurança ali, você percebeu que tem uma cabine de segurança ali ?
- Idaí?
- Isso foi uma péssima ideia -disse ela soltando da mão do magricela e a passando pelos cabelos.- Péssima ideia
- As estrelas devem te ajudar a escrever.
- Oque ? -Ela o olhou
- Tudo que é bonito nos inspira, eu acho -murmurou baixo, sem coragem- Tudo que tem sua beleza natural nos inspira, as estrelas podem ser a fonte de inspiração de todos, bom... É algo que reluz tranquilidade, a beleza das estrelas nunca te fez pensar ? Pensar no melhor? ou no pior ?
- De onde você tira essas coisas? -ela murmurou abobada, ele era uma mistura de um bocadinho de tudo, ele era a tristeza, a rudez, mas também era beleza e docismo quando queria.-
- Oque eu falei de mais ?
- Você disse, reluz, tranquilidade e beleza na mesma frase -ela gargalhou- Você me surpreende cada vez mais
- Não diga a ninguém que me ouviu dizer isso -ele a agarrou pelo cotovelo, puxando-a contra o peito, ela continuou a sorrir enquanto o viciado tirava uma mecha de seus cabelos negros da face. Beijou-a nos lábios e murmurou- Eu tenho que manter minha pose de ogro, babaca, imbecil.
- Você é ogro mais é doce -ela sorriu- Você querendo ou não é um ogrodoce
- Admiro sua capacidade de juntar as palavras -ele a soltou, as portas arrastaram-se para os lados se abrindo. E então eles sairão.


Cada vez eles estao mais pfts *---*
ResponderExcluirSempre continue <3